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A Stavatti Aerospace apresentou o SM-39 Razor, caça projetado para atingir velocidades de até Mach 4 (4,9 mil km/h). A aeronave é uma das candidatas ao programa F/A-XX da Marinha dos Estados Unidos para substituir frotas de caças como o F/A-18E/F e o F-22 Raptor.
O projeto utiliza configuração de fuselagem tripla e construção em sanduíche de espuma de titânio para reduzir o peso e aumentar a resistência térmica. O modelo, que funciona de forma tripulada ou autônoma, foi concebido como uma ponte tecnológica entre aeronaves atmosféricas e futuros caças espaciais reutilizáveis. É uma proposta ambiciosa, mas cercada de controvérsias.
Arquitetura do SM-39 prioriza furtividade e eficiência em voo supersônico
O maior destaque do SM-39 são os números que ele promete alcançar no papel. Ele foi projetado para atingir uma velocidade máxima de Mach 4 (quatro vezes a velocidade do som), o que é o dobro da velocidade de seus concorrentes atuais. Além disso, ele teria a capacidade de voar em “super-cruzeiro” (velocidade supersônica constante sem usar pós-combustores) a Mach 2.5 e atingir altitudes superiores a 30 quilômetros.
Visualmente, o avião é comparável ao “Batwing” do Batman devido ao seu design único de fuselagem tripla.
- Fuselagem central: Abriga o piloto (em versões tripuladas), os radares principais e dois compartimentos internos de armas;
- Fuselagens laterais: Contêm os motores, as entradas de ar e os tanques de combustível.
Ao contrário da maioria dos caças modernos que usam compostos de carbono, o SM-39 seria construído com uma espuma de titânio. Esse material é uma estrutura tipo “sanduíche” que oferece grande resistência ao calor e leveza, permitindo que a aeronave suporte as altíssimas temperaturas geradas pelo voo em Mach 4.

O projeto prevê que o avião possa ser operado de três formas:
- Com piloto: Versão tradicional;
- Remotamente: Controlado à distância;
- Autônomo: Usando uma tecnologia chamada Inteligência Sintética (SI), que permitiria ao avião tomar decisões e participar de missões de combate sozinho ou como um “ala leal” para outros pilotos.
Além do armamento padrão, como um canhão de 20mm e mísseis escondidos em compartimentos internos para manter a furtividade, a Stavatti propõe o uso de Armas de Energia Direcionada (lasers). Esse sistema usaria o calor dos motores do próprio avião para gerar um feixe de laser contra alvos no ar ou no solo.
Por que há ceticismo? Apesar de parecer o avião perfeito, especialistas do setor de defesa têm dúvidas sobre o SM-39. Os dois motivos principais são:
- Falta de histórico: A Stavatti, embora exista desde 1994, ainda não construiu nem colocou em produção nenhum avião real. A empresa é conhecida por criar conceitos que muitos chamam de “vaporware” (produtos que são anunciados, mas nunca lançados);
- Desafios técnicos: Muitos duvidam que motores a jato comuns possam chegar a Mach 4 ou que o avião consiga lidar com o calor extremo de 400 °C na sua “pele” sem ser detectado facilmente por radares térmicos, o que faria dele uma “tocha voadora”.
Seja como for, o custo estimado para cada unidade do SM-39 seria de aproximadamente US$ 85 milhões. Em conversão direta, essa quantia equivale a R$ 447,68 milhões.
(Essa matéria também usou informações da Stavatti Aerospace.)









