Evento na China reúne 200 robôs humanoides e atrai milhões em live

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Empresas de tecnologia têm usado o Ano Novo Lunar, uma das celebrações mais importantes na China, como “palco” para mostrar o quanto seus robôs humanoides evoluíram. No domingo (08), uma empresa chamada Agibot transmitiu uma live, de quase uma hora, descrita como a “primeira gala do mundo movida por robôs”.

O termo é usado porque, no país asiático, a “Gala do Festival da Primavera” (organizada pela TV estatal CCTV) é o programa de televisão mais tradicional e assistido do ano, misturando música, dança e humor.

Como foi a ‘gala’ de robôs na China (e o que está por trás do evento)

Mais de 200 robôs participaram do evento. E eles não ficaram parados. Os robôs dançaram, fizeram acrobacias, truques de mágica, dublaram músicas e até participaram de esquetes de comédia. Aproximadamente 1,4 milhão de pessoas assistiram ao evento na plataforma Douyin (a versão chinesa do TikTok).

Além desse show independente da Agibot, a famosa “Gala do Festival da Primavera” tornou-se uma ocasião crucial para essas empresas mostrarem seu sucesso. 

Em 2025 a empresa Unitree colocou 16 robôs humanoides para dançar com humanos na TV. Isso foi tão impactante que o fundador da empresa foi convidado para uma reunião com o presidente da China, Xi Jinping. Em 2026, quatro grandes empresas (Unitree, Galbot, Noetix e MagicLab) devem participar da gala oficial da CCTV para mostrar suas tecnologias.

Por trás desses espetáculos, estão os seguintes objetivos:

  • As empresas querem mostrar que seus robôs são avançados para atrair dinheiro de investidores e apoio do governo;
  • Muitas dessas empresas, como a Agibot e a Unitree, estão se preparando para abrir seu capital em bolsas de valores (IPOs);
  • O objetivo final é mostrar que esses robôs, que podem entender o humor humano e interagir, estarão em breve em fábricas, escolas e casas.

Esse avanço chinês chamou a atenção até de Elon Musk, dono da Tesla, que, além de modelos de carros elétricos, desenvolveu o robô Optimus. O empresário mencionou que a única ameaça competitiva real que ele enfrenta na robótica vem de empresas chinesas.

(Essa matéria usou informações da Reuters.)

Olhar Digital

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