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Um acidente envolvendo um Cybertruck em São Paulo (SP), no qual um motociclista morreu, trouxe o veículo da Tesla para o centro das atenções. A repercussão do caso, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (11), reacendeu o interesse sobre a picape da empresa de Elon Musk.
Embora revelado em 2019, o Cybertruck só começou a circular no Brasil em maio de 2024 por meio de importações independentes. Nos Estados Unidos, a picape é vendida em três versões. Por aqui, o modelo chega a custar milhões de reais devido aos impostos e taxas de transporte. E suas características o colocam num patamar de potência superior ao das outras picapes vendidas nas concessionárias brasileiras.
Cybertruck é a picape mais potente no Brasil, mas tem limitações de alcance e traz dúvidas sobre segurança
A Cybertruck assumiu o posto de picape com maior potência nas ruas brasileiras (sua versão mais completa entrega 857 cavalos de potência). Para comparação, a Ford F-150, que era a recordista anterior no país, possui 405 cv. Ou seja, o modelo da Tesla tem mais que o dobro da força do principal motor a gasolina do mercado nacional.

Apesar de parecer gigante nas fotos, o Cybertruck é 20 centímetros menor que a Ford F-150 no comprimento total. Por outro lado, ela é 36 centímetros maior que a Toyota Hilux, o modelo médio mais comum nas cidades. Com 73 cm a mais de comprimento do que uma Fiat Toro, a picape da Tesla ocupa um espaço intermediário: é maior que as caminhonetes comuns, mas menor que as chamadas “superpicapes” americanas.
Na parte prática, a caçamba é espaçosa e consegue levar até 1,9 mil litros de carga. Já a bateria permite rodar cerca de 545 km antes de precisar de uma nova recarga na versão com tração nas quatro rodas. Esse número é bem menor que o de modelos a diesel ou gasolina, como a própria F-150, que consegue viajar mais de mil quilômetros sem parar num posto.
A carcaça do veículo é feita de um aço inoxidável muito rígido, que a marca afirma ser capaz de segurar até tiros e evitar ferrugem. No entanto, especialistas demonstram preocupação com a segurança, já que um carro muito duro pode não absorver bem a energia de uma batida (o que aumenta o risco para quem está fora dele). Os vidros também são reforçados, projetados para aguentar o impacto de objetos pesados a 112 km/h.
Por dentro, o controle de quase tudo é feito por uma tela central de 18,5 polegadas, acompanhada por 15 alto-falantes espalhados pelo carro. Quem viaja atrás também tem uma tela exclusiva de 9,4 polegadas e pode ver o céu através de um teto totalmente feito de vidro. O projeto é visto pelo mercado como uma aposta ousada que prioriza o visual moderno e futurista em vez da utilidade comum de uma caminhonete de trabalho.
Comprar uma dessas no Brasil não é simples, pois não existe uma loja oficial da Tesla no país. O interessado precisa contratar uma empresa que faça a importação por conta própria. Enquanto nos Estados Unidos o preço inicial é de US$ 60,9 mil (aproximadamente R$ 317 mil, em conversão direta), o valor final no Brasil sobe para a casa dos R$ 2 milhões. Por causa desse custo, o carro acaba sendo um item de luxo para um nicho bem restrito.
(Essa matéria usou informações do G1.)









