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Cercada de simbolismo, a sexta-feira 13 é uma data que divide opiniões. Para alguns, é um momento de atenção redobrada em cada atitude; para outros, trata-se apenas de mais um dia no calendário. Entre superstição e ceticismo, a data tem raízes históricas e religiosas que atravessam séculos, alimentando lendas, tradições populares e crenças que até hoje influenciam o imaginário coletivo.
Segundo o site EarthSky, todo ano tem pelo menos uma sexta-feira 13 – e no máximo três. Em 2025, foi apenas em junho. Já em 2026, o número sobe para três (fevereiro, março e novembro), algo que não acontece desde 2015.
Nos anos anteriores, a frequência foi dupla: em 2023 (janeiro e outubro) e 2024 (setembro e dezembro) A ocorrência varia, mas o mistério persiste. Embora pareça uma superstição relativamente recente, o medo da data tem raízes antigas e culturais.

Por que algumas pessoas temem a sexta-feira 13?
O pavor da sexta-feira 13 não tem origem exata, mas ganhou força no século 19. Antes disso, algumas histórias religiosas já associavam o dia a eventos trágicos.
- Judas, o 13º convidado da Última Ceia, teria traído Jesus em uma sexta-feira;
- Adão e Eva também teriam comido o fruto proibido nesse mesmo dia;
- Caim matou o irmão, Abel, numa sexta;
- A queda do Templo de Salomão também foi nesse dia da semana;
- Também foi numa sexta que a Arca de Noé zarpou durante o dilúvio.
Na Idade Média, viajar ou se casar em uma sexta-feira (independentemente de ser 13) era visto como mau presságio. Já no século 20, o cinema reforçou o medo: a saga “Sexta-Feira 13” ajudou a perpetuar a fama sombria da data. Esse medo tem até nome: parascavedecatriafobia.

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Tudo depende da crença de cada um
Nem todo mundo vê a data como negativa. De acordo com o Time And Date, em tempos antigos, especialmente entre os povos nórdicos e germânicos, a sexta-feira era ligada ao sagrado feminino. A palavra “Friday” (sexta-feira, em inglês) vem de Frigg, a deusa do amor e da maternidade.

Freyja, outra deusa reverenciada (com quem Frigg era frequentemente confundida), era ligada à fertilidade e à magia, e tinha o dom de prever o futuro e de determinar quem morreria nas batalhas. Dizia-se, ainda, que ela usava uma carruagem puxada por dois gatos pretos.

As duas divindades eram adoradas em toda a Europa e, por conta das associações, a sexta-feira era considerada, pelos povos nórdicos e teutônicos, um dia de sorte para o casamento.
Por sua vez, o número 13 era considerado milagroso pelas culturas pré-cristãs e reverenciado pelas deusas por conta da ligação com o número de ciclos lunares e menstruais.
No fim das contas, tudo depende da tradição que se escolhe acreditar.









