Coreia do Sul quebrou recorde mundial com um muro de contenção marítimo de 33 km visível do espaço

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O Malecón de Saemangeum é frequentemente citado como símbolo de transformação radical do litoral sul-coreano.

Com quase 34 quilômetros de extensão, a estrutura redefiniu estuários, zonas úmidas e o próprio desenho da costa oeste do país. Além disso, o Malecón de Saemangeum tornou-se referência global em debates sobre megaprojetos, meio ambiente e planejamento urbano.

Entender sua história ajuda a compreender os desafios de grandes intervenções costeiras.

Como o Malecón de Saemangeum evoluiu ao longo das décadas?

De acordo com dados do governo sul-coreano e relatórios técnicos internacionais, o projeto atravessou intensos debates políticos antes de sair do papel. Além disso, especialistas apontaram desde o início os potenciais impactos ambientais e econômicos da obra.

Com o avanço das etapas de engenharia, o dique ganhou reconhecimento internacional por sua escala. Portanto, a construção consolidou-se como uma das maiores intervenções costeiras já realizadas na Ásia.

🏗️ Início das obras
Primeiros anos da década de 1990 marcam o começo da construção do dique marítimo.

🎉 Inauguração oficial
Em abril de 2010, o dique principal é concluído e aberto oficialmente.

📜 Certificação internacional
Em 2011, a estrutura é reconhecida por sua extensão contínua de 33,9 km.

Quais são os dados essenciais sobre o projeto?

  • O dique possui aproximadamente 33,9 quilômetros de extensão, figurando entre os mais longos do mundo.
  • A obra permitiu a criação de cerca de 400 km² de novas áreas incorporadas à península.
  • O investimento total do projeto ampliado superou 22 trilhões de wons sul-coreanos.
  • A região foi destinada a uso agrícola, industrial, logístico e urbano planejado.
  • Grandes comportas controlam o fluxo entre o mar aberto e a área interna recuperada.

Onde fica o Malecón de Saemangeum e como era o território original?

O Malecón de Saemangeum está localizado na província de Jeolla do Norte, na costa sudoeste da Coreia do Sul, próximo às cidades de Gunsan, Buan e Gimje. Antes da intervenção, a região abrigava extensos estuários formados pelos rios Dongjin e Mangyeong.

Nessa área, água doce e salgada se misturavam em um ecossistema altamente produtivo. Contudo, após o fechamento do dique, a circulação natural passou a depender de sistemas artificiais de comportas e bombeamento.

Saemangeum visto do espaço. Foto: NASA.

Quais características técnicas definem essa megainfraestrutura?

A construção exigiu engenharia capaz de enfrentar marés intensas, correntes fortes e fundos marinhos profundos. Além disso, o projeto incorporou tecnologias de drenagem, estabilização de solo e controle hidráulico.

Portanto, o dique não funciona apenas como barreira física, mas como sistema integrado de gestão costeira. A combinação de infraestrutura pesada e planejamento urbano transformou a área em um polder moderno de grande escala.

Aspecto Descrição Função
Dique principal Barreira contínua de 33,9 km Isolamento da baía
Comportas Estruturas hidráulicas de grande porte Controle de fluxo e salinidade
Área recuperada Cerca de 400 km² Expansão territorial planejada

Quais são os principais impactos ambientais e por que geram debate?

O Malecón de Saemangeum provocou a perda significativa de áreas úmidas que serviam de habitat para aves migratórias entre a Ásia e regiões do norte do planeta. Além disso, a redução de marismas alterou rotas de alimentação e afetou a pesca regional.

Também ocorreram mudanças na dinâmica de sedimentos, na salinidade e na qualidade da água. Por isso, o projeto continua sendo monitorado por cientistas e organizações civis que avaliam seus efeitos de longo prazo.

O Malecón de Saemangeum representa progresso ou alerta para o futuro?

A obra demonstra a capacidade humana de remodelar ambientes costeiros em escala monumental. Contudo, também evidencia os limites ecológicos e sociais que precisam ser considerados em projetos semelhantes.

Portanto, o Malecón de Saemangeum funciona como estudo de caso global sobre equilíbrio entre desenvolvimento e preservação. Ao analisar seus resultados, gestores e comunidades podem refletir sobre como planejar intervenções costeiras mais sustentáveis.

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