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Tudo sobre Apple
A Apple enviou um parecer ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no qual defende o controle sobre o NFC do iPhone e acusa bancos brasileiros de quererem pegar “carona” na sua tecnologia. O conflito central está na taxa de 0,12% a 0,17% por transação que a Apple cobra pelo uso do seu recurso.
Para quem não sabe: NFC é a sigla para Near Field Communication (Comunicação por Campo de Proximidade). É uma tecnologia sem fio que permite a troca de informações entre dois dispositivos quando eles estão muito próximos. Na prática, é o que permite que seu smartphone funcione como uma carteira digital segura e rápida.
De um lado, bancos e empresas de tecnologia financeira dizem que a restrição ao sistema do celular prejudica a competição. Do outro, a Apple afirma que essas empresas querem lucrar com seus investimentos em pesquisa, auditoria e segurança sem pagar por isso.
Apple defende cobrança de taxas e diz que Pix por aproximação não é essencial no Brasil
A Apple argumenta que o modelo de acesso gratuito pedido pelos bancos dificultaria a vida do usuário. Isso porque exigiria que os clientes escolhessem manualmente um aplicativo de pagamento toda vez que quisessem usar um cartão diferente. A empresa defende que o sistema atual (Apple Pay e Carteira da Apple) foi pensado para facilitar a vida do consumidor.
No documento, a empresa também destaca a importância do Secure Enclave, componente de segurança dentro do processador que guarda as informações de pagamento de forma protegida. A Apple afirma que permitir que outras empresas acessem o chip de aproximação sem sua supervisão direta aumentaria o risco de fraudes e ataques de hackers, já que a segurança exige monitoramento constante e vistorias rigorosas.

Para rebater a ideia de que domina o mercado, a Apple apresentou dados mostrando que o iPhone representa apenas 10% dos smartphones no Brasil. A defesa ressalta que o mercado brasileiro é muito competitivo, com opções de pagamento por aproximação que não dependem do chip NFC. Além disso, tem o crescimento do Pix, que já é o método mais usado no país por meio da leitura de QR codes.
A empresa também alegou que o Pix por aproximação ainda não é essencial para os brasileiros. Dados citados no parecer apontam que esse recurso teve cerca de um milhão de transações em janeiro de 2026, número muito pequeno perto das 2,7 bilhões de operações feitas pelo Pix via QR code no mesmo período.
(Essa matéria usou informações de 9to5Mac, O Globo e MacMagazine.)










