Cidades brasileiras usam sensores no asfalto para mapear ilhas de calor

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O monitoramento inteligente através de sensores no asfalto para estudar ilhas de calor transformou a gestão ambiental em metrópoles como o Rio de Janeiro e Curitiba. Essas ferramentas captam dados térmicos precisos para orientar o plantio estratégico de árvores e a criação de refúgios climáticos. Portanto, a tecnologia ajuda a planejar sombras urbanas que melhoram diretamente o bem-estar da população.

Como os sensores no asfalto para estudar ilhas de calor funcionam na prática?

Segundo um relatório técnico do MPDI, o uso de sensores de baixo custo permite identificar áreas onde a temperatura do pavimento ultrapassa os 60°C. Além disso, esses dispositivos transmitem informações em tempo real para centros de operações, auxiliando na escolha de materiais asfálticos que retêm menos radiação solar.

O cruzamento desses dados georreferenciados aponta os bairros que sofrem com o efeito de retenção térmica excessiva durante o dia e a noite. Consequentemente, os gestores conseguem priorizar intervenções de infraestrutura verde onde a demanda por resfriamento é mais urgente. Veja a seguir o ciclo de implementação dessa tecnologia nas capitais brasileiras.

📡 Instalação de Hardware: Posicionamento de sensores de temperatura e umidade em pontos críticos do pavimento urbano.

📊 Processamento de Dados: Algoritmos de inteligência artificial geram mapas de calor detalhados por rua e horário.

🌳 Planejamento de Sombras: Execução do plantio de espécies nativas com copas largas para bloquear a radiação direta.

Qual o impacto direto dessas medições no conforto do pedestre?

A presença de sombras urbanas planejadas pode reduzir a sensação térmica em até 10 graus em horários de pico solar. Além disso, a diminuição do calor irradiado pelo asfalto previne problemas de saúde comuns, como a exaustão térmica e a desidratação em crianças e idosos. Assim, o pedestre consegue realizar trajetos curtos com muito mais segurança e comodidade.

As cidades de São Paulo e Belo Horizonte também iniciaram estudos semelhantes para otimizar o fluxo de pessoas em centros comerciais ao ar livre. Portanto, os sensores funcionam como uma bússola para o urbanismo moderno, focando na experiência humana dentro da selva de pedra. A precisão científica substitui o “achismo” no momento de investir em corredores verdes.

Como uma cidade brasileira usa sensores no asfalto para estudar ilhas de calor e planejar sombras urbanas
Sombras planejadas podem reduzir a sensação térmica em até dez graus Celsius – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Por que os sensores no asfalto para estudar ilhas de calor são essenciais hoje?

O aumento global das temperaturas torna o ambiente urbano hostil para quem depende do transporte público ou caminhadas diárias. Certamente, o asfalto tradicional atua como uma bateria térmica, liberando calor acumulado durante toda a madrugada e impedindo o resfriamento da cidade. Logo, entender esse fenômeno é o primeiro passo para criar políticas públicas de mitigação climática robustas.

Abaixo, apresentamos uma comparação entre os diferentes tipos de pavimentos monitorados pelos sensores e sua capacidade de absorção térmica. Note como as soluções alternativas apresentam resultados promissores para a sustentabilidade. O design Emerald destaca a importância de escolher materiais inteligentes para o futuro das nossas ruas.

Tipo de Pavimento Absorção Térmica Solução Sugerida
Asfalto Convencional Muito Alta (80 a 95%) Arborização Intensa
Blocos Intertravados Média (60 a 70%) Canteiros com Grama
Asfalto Permeável Baixa (40 a 50%) Drenagem e Ventilação

Como o planejamento de sombras urbanas pode mudar o futuro do Brasil?

Cidades resilientes investem em tecnologia para garantir que o crescimento urbano não destrua o conforto térmico local. Contudo, a eficácia desse planejamento depende da continuidade das medições por sensores ao longo de todas as estações do ano. Portanto, a integração entre ciência de dados e paisagismo é a chave para cidades mais frescas e convidativas.

Em suma, a iniciativa brasileira de monitorar o asfalto serve de modelo para outras nações em desenvolvimento que enfrentam o calor extremo. Além disso, essa estratégia reduz os custos com energia elétrica, pois ambientes externos mais frios diminuem o calor dentro das residências próximas. A inovação tecnológica no chão da cidade reflete diretamente na qualidade de vida de quem nela habita.

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