Emanuelzinho critica cortes na ciência e cita caso da pesquisadora Tatiana Sampaio

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O deputado federal Emanuelzinho fez um discurso firme no plenário ao questionar a lógica do chamado “Estado mínimo”. “Estado mínimo para quem?”, indagou, ao relacionar cortes orçamentários à paralisação de pesquisas científicas e ao impacto direto na população mais vulnerável.

A fala ganhou repercussão ao citar a pesquisadora Tatiana Sampaio, envolvida no desenvolvimento da Polilamina, tecnologia que tem possibilitado avanços na recuperação de movimentos de pessoas com limitações motoras.

Cortes na ciência e desenvolvimento

Segundo Emanuelzinho, contingenciamentos em ciência e tecnologia interromperam pesquisas com potencial de transformar vidas. Para ele, a busca por uma suposta “eficiência do Estado” retirou recursos de áreas estratégicas e comprometeu não apenas o avanço científico, mas o próprio desenvolvimento nacional.

O deputado argumenta que países desenvolvidos só alcançaram esse patamar porque investiram de forma contínua em pesquisa e inovação. Também defende que o conhecimento produzido no Brasil permaneça no país, evitando a exportação de tecnologias e patentes por falta de incentivo interno.

Durante o discurso, ele destacou ainda que professores universitários e pesquisadores passaram anos sendo caluniados como “maconheiros” e “comunistas”, mas hoje estão sendo reverenciados pelo mundo. O parlamentar afirmou que a valorização da ciência é condição essencial para o crescimento sustentável de uma nação.

Políticas sociais e mercado

Emanuelzinho ampliou o debate ao questionar quais áreas sofrem cortes quando se fala em Estado mínimo. Ele citou programas como Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Gás do Povo e políticas de assistência de renda, que, segundo ele, garantem dignidade e proteção social.

Em contrapartida, afirmou que a revisão de incentivos fiscais ou privatizações costuma gerar reação do mercado, enquanto a alta no preço de alimentos, combustíveis e tarifas pesa diretamente sobre a população.

Críticas ao sistema financeiro

O parlamentar também mencionou grandes fraudes no mercado de capitais, citando o caso da Americanas S.A., para sustentar que nem sempre o problema está no Estado, mas também em falhas do setor privado. Para ele, responsabilizar exclusivamente a máquina pública ignora distorções estruturais que afetam a economia.

Desenvolvimento estrutural

Durante o discurso, Emanuelzinho destacou a tese central do seu livro, Desconstruindo o Atraso Brasileiro, no qual defende que o crescimento sustentável depende de investimento contínuo em pesquisa, estímulo à inovação, fortalecimento do Estado nacional e política industrial estratégica.

Para o deputado, soluções simplificadas e discursos de efeito não são suficientes para promover o desenvolvimento estrutural do Brasil.

Confira o discurso na íntegra.

Emanuel Pinheiro Neto

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