Hackers usam Windows e Google Drive para espionar governos, diz empresa

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Pesquisadores da Check Point Software identificaram uma operação de espionagem cibernética que usa serviços do Windows e o Google Drive para atacar governos. Ligada a hackers da China, a Silver Dragon sequestra funções do computador para instalar uma ferramenta de acesso escondida, chamada GearDoor, que permite controlar a máquina invadida à distância.

A operação está ativa desde a metade de 2024 e foca em órgãos públicos no Sudeste Asiático e na Europa. O objetivo dos invasores não é derrubar sistemas, mas agir de forma silenciosa para roubar informações estratégicas pelo máximo de tempo possível sem serem notados.

Hackers usam programas comuns e sites confiáveis para esconder roubo de dados em órgãos públicos

Segundo a Check Point Software, o grupo obtém acesso aos computadores de duas maneiras: explorando falhas em servidores ligados à internet ou enviando e-mails falsos (phishing) para funcionários. Essa estratégia permite que os invasores entrem tanto por brechas técnicas quanto por erros humanos em instituições do governo.

Ilustração de dragão segurando um globo representando o planeta Terra
Ligada a hackers da China, a Silver Dragon sequestra funções do computador para instalar uma ferramenta de acesso escondida (Imagem: Check Point Software)

Após entrar no sistema, o vírus se esconde dentro de ferramentas oficiais do Windows, como o Windows Update (que atualiza o computador) e o sincronizador de relógio. Como esses processos são considerados seguros, o código malicioso consegue rodar sem ser bloqueado pelos programas de segurança tradicionais.

O controle da invasão é feito por meio do Google Drive, onde os hackers criam pastas específicas para cada vítima. Eles trocam ordens e arquivos roubados disfarçados de imagens comuns, aproveitando que o tráfego desse site de nuvem raramente é barrado pelas defesas das redes governamentais.

“A campanha Silver Dragon representa a tendência atual da espionagem cibernética moderna, em que os atacantes utilizam diferentes vetores de acesso inicial, escondendo-se em serviços confiáveis do Windows e em plataformas amplamente utilizadas como o Google Drive”, aponta Sergey Shykevich, gerente do Grupo de Inteligência de Ameaças da Check Point Software.

Para monitorar o que as vítimas fazem, os criminosos usam o SilverScreen, programa que tira fotos da tela apenas quando há mudanças visuais importantes. Isso permite vigiar o usuário por muito tempo sem causar lentidão no computador, o que ajuda a manter a espionagem invisível.

A autoria do ataque foi atribuída a grupos chineses porque os horários de atividade dos hackers seguem o fuso de Pequim. Diante disso, especialistas recomendam que governos aumentem a vigilância sobre serviços de nuvem e mantenham seus sistemas sempre atualizados para evitar invasões.

O Olhar Digital pediu posicionamento sobre o assunto para o Google e para a Microsoft.

Olhar Digital

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