Como será o programa para oferecer Wegovy no SUS

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Projeto piloto vai funcionar por dois anos, mas nem todo mundo vai ter acesso ao medicamento; confira como será

Caneta do Wegovy ao lado de caixa do medicamento; ambos estão em cima de uma mesa de madeira
(Imagem: Rebel Red Runner/Shutterstock)

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Se você acompanha as notícias sobre saúde, provavelmente já ouviu falar do Wegovy (a semaglutida injetável). Recentemente, a fabricante do remédio, a Novo Nordisk, anunciou que vai começar a distribuir o medicamento em alguns centros do SUS.

Mas atenção: não é uma liberação geral para qualquer pessoa em qualquer posto de saúde. O projeto é um teste que vai durar dois anos para entender como o tratamento da obesidade grave funciona na rede pública.

Aqui estão os pontos principais para você entender como isso vai funcionar:

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Onde o remédio será distribuído?

O programa não vale para o Brasil inteiro. Ele vai começar em três locais específicos:

  • Porto Alegre (RS): No Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
  • Rio de Janeiro (RJ): No Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE).
  • Um terceiro município: Que ainda será escolhido pela empresa.

Quem pode receber o Wegovy pelo projeto?

As regras de quem pode ou não usar o remédio são bem específicas:

  • O paciente já precisa estar sendo acompanhado por um desses hospitais ou centros selecionados.
  • Cada hospital vai criar suas próprias regras para decidir quais pacientes têm prioridade, seguindo os protocolos médicos de cada região.
Canetinhas de wegovy em cima de um mesa com uma fita métrica
Imagem: KK Stock / Shutterstock

Por que o governo ainda não oferece o remédio para todos?

Hoje, o SUS não tem remédios específicos para tratar a obesidade. Em 2024, a comissão que decide o que entra no sistema público (Conitec) recomendou que a semaglutida não fosse incluída na lista geral de medicamentos gratuitos.

O motivo principal é o preço. Segundo as contas do Ministério da Saúde:

  • Atender todos os pacientes que precisam poderia custar R$ 4,1 bilhões em cinco anos.
  • Se o tratamento for contínuo (sem interrupções), esse valor poderia subir para R$ 6 bilhões.

Qual é o objetivo desse programa?

Como o custo é muito alto, esse projeto da farmacêutica serve para coletar dados. Durante os próximos dois anos, os médicos vão observar como os pacientes reagem ao tratamento no dia a dia do serviço público. Essas informações podem ajudar o governo a entender melhor como lidar com a obesidade grave no futuro.

Daniel Junqueira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciou sua carreira cobrindo tecnologia em 2009. Atualmente, é repórter de Produtos e Reviews no Olhar Digital.

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