Projeto piloto vai funcionar por dois anos, mas nem todo mundo vai ter acesso ao medicamento; confira como será
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Se você acompanha as notícias sobre saúde, provavelmente já ouviu falar do Wegovy (a semaglutida injetável). Recentemente, a fabricante do remédio, a Novo Nordisk, anunciou que vai começar a distribuir o medicamento em alguns centros do SUS.
Mas atenção: não é uma liberação geral para qualquer pessoa em qualquer posto de saúde. O projeto é um teste que vai durar dois anos para entender como o tratamento da obesidade grave funciona na rede pública.
Aqui estão os pontos principais para você entender como isso vai funcionar:
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Onde o remédio será distribuído?
O programa não vale para o Brasil inteiro. Ele vai começar em três locais específicos:
- Porto Alegre (RS): No Grupo Hospitalar Conceição (GHC).
- Rio de Janeiro (RJ): No Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE).
- Um terceiro município: Que ainda será escolhido pela empresa.
Quem pode receber o Wegovy pelo projeto?
As regras de quem pode ou não usar o remédio são bem específicas:
- O paciente já precisa estar sendo acompanhado por um desses hospitais ou centros selecionados.
- Cada hospital vai criar suas próprias regras para decidir quais pacientes têm prioridade, seguindo os protocolos médicos de cada região.

Por que o governo ainda não oferece o remédio para todos?
Hoje, o SUS não tem remédios específicos para tratar a obesidade. Em 2024, a comissão que decide o que entra no sistema público (Conitec) recomendou que a semaglutida não fosse incluída na lista geral de medicamentos gratuitos.
O motivo principal é o preço. Segundo as contas do Ministério da Saúde:
- Atender todos os pacientes que precisam poderia custar R$ 4,1 bilhões em cinco anos.
- Se o tratamento for contínuo (sem interrupções), esse valor poderia subir para R$ 6 bilhões.
Qual é o objetivo desse programa?
Como o custo é muito alto, esse projeto da farmacêutica serve para coletar dados. Durante os próximos dois anos, os médicos vão observar como os pacientes reagem ao tratamento no dia a dia do serviço público. Essas informações podem ajudar o governo a entender melhor como lidar com a obesidade grave no futuro.
Daniel Junqueira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciou sua carreira cobrindo tecnologia em 2009. Atualmente, é repórter de Produtos e Reviews no Olhar Digital.











