Espaçonave de raios X registra buraco negro ativando emissão de jatos em galáxia por formação de estrelas

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Espaçonave de raios X registra buraco negro ativando emissão de jatos em galáxia por formação de estrelas.

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Uma ilustração do buraco negro supermassivo IRAS 05189-2524, que a sonda espacial XRISM observou ressurgir à atividade. (Crédito da imagem: JAXA)

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Recentemente, uma espaçonave de raios-X observou um buraco negro supermassivo se ativando e lançando o que os astrônomos chamam de “balas cósmicas” em uma galáxia que está em plena formação estelar.

Esse fenômeno intrigante ocorre no centro da galáxia denominada NGC 2146, que está localizada a aproximadamente 80 milhões de anos-luz da Terra. A galáxia é conhecida por sua intensa atividade de formação de estrelas, o que a torna um alvo fascinante para estudos astronômicos. As informações são do space.com. A pesquisa deve ser publicada em breve no Astrophysical Journal Letters.

O buraco negro em questão possui uma massa estimada em quatro milhões de vezes a do Sol e, recentemente, passou por um período de maior atividade. Essa explosão de atividade foi detectada por meio da observação de emissões de raios X e outras formas de radiação.

Um diagrama mostra como galáxias e buracos negros evoluem juntos.(Crédito da imagem: JAXA)

Pesquisadores da NASA e de várias instituições de pesquisa ao redor do mundo analisaram os dados coletados pela espaçonave, confirmando que o buraco negro está expelindo jatos de partículas que viajam a grande velocidade, afetando seu entorno. Esses jatos colidem com o gás e a poeira da galáxia, gerando novas estrelas e contribuindo para o ambiente galáctico caótico.

Além de fornecer informações valiosas sobre a interação entre buracos negros e galáxias, essa descoberta ajuda a entender como a formação estelar pode ser influenciada por atividades violentas no centro galáctico. Os cientistas esperam que estudos adicionais sobre NGC 2146 revelem ainda mais sobre esses processos cósmicos fascinantes.

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.

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