O que era o ponto misterioso no eclipse solar?

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Tripulantes da cápsula Orion observaram fenômeno raro e identificaram planeta brilhante próximo ao Sol durante a transmissão

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Registro da transmissão da NASA capturado pela cápsula Orion da missão Artemis 2. A imagem mostra o ponto de luz que foi identificado como Vênus, o ‘ponto misterioso’ que chamou a atenção dos observadores. – NASA (YouTube) / Reprodução

Os astronautas da missão Artemis 2 presenciaram um espetáculo incomum diretamente da órbita lunar: um eclipse solar total visto do espaço nesta segunda-feira (06). Durante a transmissão ao vivo realizada pela NASA, um detalhe chamou a atenção dos espectadores, um “ponto misterioso” que piscava constantemente próximo à silhueta da Lua.

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O que era o ponto brilhante?

A agência espacial confirmou que o objeto não era um artefato técnico ou um fenômeno desconhecido, mas sim o planeta Vênus. Segundo informações da CBS, o segundo planeta do Sistema Solar ficou visível na parte superior esquerda das telas enquanto as câmeras da Orion focavam na coroa solar.

A visibilidade do planeta foi favorecida pela escuridão total causada pelo bloqueio do Sol pela Lua, permitindo que os sensores da cápsula captassem o brilho intenso de Vênus, que frequentemente é um dos objetos mais luminosos do céu noturno (e, neste caso, espacial).

A perspectiva dos astronautas

Diferente do que ocorre em eclipses terrestres, a tripulação da Orion teve uma visão privilegiada que incluiu estrelas e outros corpos celestes ao redor do disco lunar. O astronauta Victor Glover descreveu a experiência como “impressionante”:

  • Contraste visual: a Terra apresentava um brilho intenso ao fundo, enquanto a Lua parecia um “orbe negro” pairando à frente da nave.
  • Earthshine: o brilho da Terra refletido na Lua criou uma ilusão visual nítida.
  • Horizonte iluminado: mesmo durante a totalidade, era possível ver o horizonte solar no ponto onde o astro havia se posto atrás da Lua.

Detalhes da trajetória

O fenômeno teve duração de aproximadamente uma hora, ocorrendo entre 21h31 e 22h32 (horário de Brasília). O registro histórico foi feito logo após a cápsula atravessar o lado oculto da Lua.

Atualmente, a nave Orion segue em uma trajetória de “retorno livre”. Esse termo técnico designa uma rota que utiliza a própria gravidade da Lua para impulsionar a cápsula de volta à Terra sem a necessidade de grandes queimas de combustível, garantindo a segurança da tripulação no trajeto final da missão.

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Olhar Digital

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