Astronautas da Artemis 2 e da ISS fizeram chamada de voz recorde

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Há uma semana, em 7 de abril, um dia após sobrevoar o lado oculto da Lua, astronautas da missão Artemis 2 protagonizaram outro feito histórico ao realizarem uma chamada de voz com colegas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), estabelecendo a comunicação mais distante já feita por humanos no espaço.

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A conversa ocorreu quando a nave da Artemis 2 estava a cerca de 373.595 quilômetros da Terra, quase a mesma distância que separava as duas tripulações, tornando o contato um marco tecnológico importante para futuras missões espaciais de longa duração.

Para efeito de comparação, essa distância equivale a quase 10 voltas completas ao redor da Terra, no nível do equador. Ainda assim, o sinal de comunicação percorreu todo esse caminho em poucos segundos, evidenciando a eficiência dos sistemas modernos usados nas missões espaciais.

Veja trecho da chamada de voz à distância recorde entre astronautas 

A NASA divulgou posteriormente um vídeo da chamada, editado para sincronizar áudio e imagem e eliminar pausas naturais causadas pelo tempo de transmissão, facilitando a compreensão do público.

Mesmo separados por centenas de milhares de quilômetros, os astronautas mantiveram uma conversa descontraída. Eles trocaram impressões sobre a vida no espaço e falaram sobre como é observar a Terra a partir de diferentes distâncias.

O astronauta Jeremy Hansen, da Artemis 2, destacou a emoção de dividir o momento com colegas que também estão no espaço. Para ele, a experiência reforça a conexão entre as equipes, mesmo em missões distintas.

Na ISS, Jessica Meir comentou sobre o privilégio de observar o planeta do alto. Segundo ela, a visão da Terra no espaço ajuda a compreender melhor sua fragilidade e importância.

Já Christina Koch ressaltou que, ao ver a Terra de uma distância maior, percebeu não apenas a beleza, mas também a escuridão ao redor do planeta. Esse contraste, segundo ela, reforça o valor da vida no nosso mundo.

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Durante a conversa, os astronautas compartilharam detalhes do cotidiano em microgravidade. Atividades simples, como comer ou lidar com água, podem se tornar desafios curiosos no ambiente espacial. 

O comandante da missão lunar, Reid Wiseman, relembrou situações marcantes da jornada, como a sensação de ver a Terra aumentar rapidamente no campo de visão da nave.

Victor Glover, primeiro homem negro a sair da órbita baixa da Terra, comentou que, em missões mais distantes, como a Artemis 2, o planejamento das atividades precisa ser ainda mais rigoroso. Isso ocorre porque há menos espaço e menos margem para erros.

Os astronautas também trocaram brincadeiras, inclusive sobre quem estava mais distante naquele momento, reforçando o espírito de colaboração e harmonia entre as missões.

artemis 2 iss estação espacial internacional
Representação visual da Artemis 2 ao redor da Lua e da ISS na órbita baixa da Terra (fora de escala) – Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Tripulações comentam sobre recordes da Artemis 2 e alimentação no espaço

Outro ponto abordado na chamada foi o recorde de distância da Artemis 2. A missão alcançou cerca de 406.771 quilômetros da Terra, superando a marca histórica da Apollo 13.

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A alimentação no espaço também foi tema da conversa. Os astronautas citaram pratos como frango agridoce, café e vegetais, além de alimentos mais condimentados, que ajudam a compensar a redução do paladar em microgravidade.

Ao final, as equipes trocaram mensagens de despedida. Os astronautas destacaram a importância da cooperação internacional e o valor simbólico daquele momento para a exploração espacial.

Mais do que um recorde, a chamada mostrou que a comunicação em grandes distâncias já é uma realidade. Esse tipo de tecnologia será fundamental para missões futuras, inclusive para viagens a Marte.

A ligação entre Artemis 2 e ISS marca uma nova etapa da presença humana no espaço. Mesmo separados por quase 374 mil quilômetros, os astronautas conseguiram se comunicar de forma direta e eficiente.

O feito demonstra que, com o avanço da tecnologia, a distância deixa de ser uma barreira. E abre caminho para que humanos explorem regiões cada vez mais distantes do Sistema Solar.

Olhar Digital

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