Uma empresa de tecnologia espacial sediada em Pittsburgh, na Pensilvânia (EUA) – a Astrobotic – realizou com sucesso uma série de testes de ignição a quente com seu protótipo de motor de foguete de detonação rotativa chamado Chakram.
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Os resultados representam um passo importante no desenvolvimento dessa tecnologia experimental, que busca chegar à fase de voo em missões espaciais reais.
Em resumo:
- Empresa Astrobotic testa motor de detonação rotativa;
- Tecnologia busca maior eficiência em foguetes espaciais;
- Testes de longa duração foram realizados no Centro de Voo Espacial Marshall, da NASA;
- Motor gerou mais de 17.7 mil newtons de empuxo;
- Projeto pode apoiar missões lunares e futuras viagens.
Os motores de detonação rotativa (RDREs) funcionam de forma diferente dos foguetes tradicionais. Em vez de uma queima contínua e uniforme do combustível em uma câmara de combustão, eles utilizam uma onda de detonação que gira em alta velocidade dentro de uma estrutura em formato de anel. Esse processo pode gerar mais pressão e eficiência, permitindo maior empuxo com menor consumo de combustível.
Motor de foguete de detonação rotativa aumenta eficiência
Na teoria, essa tecnologia pode aumentar a eficiência dos foguetes em cerca de 10% a 15%. Além disso, pode reduzir o tamanho e o peso dos motores, algo essencial em espaçonaves, onde cada quilo faz diferença. No entanto, transformar essa ideia em algo confiável na prática tem sido um grande desafio para engenheiros do setor espacial.
A Astrobotic acredita que seus testes mais recentes ajudam a avançar nessa direção. “O Chakram superou nossas expectativas”, afirmou Bryant Avalos, pesquisador principal do projeto, em um comunicado. Segundo ele, a tecnologia pode ser usada em diferentes tipos de missões, incluindo pousos lunares e veículos de transporte em órbita, ampliando operações no espaço entre a Terra e a Lua.
Os testes foram realizados no Centro de Voos Espaciais Marshall, da NASA, em Huntsville, no Alabama. A campanha utilizou dois protótipos do motor Chakram em testes de longa duração, algo essencial para verificar se o sistema pode funcionar de forma contínua, e não apenas em curtos períodos de demonstração.

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Ao todo, os motores acumularam mais de 470 segundos de funcionamento em diferentes testes. Em uma das tentativas, um dos motores operou de forma contínua por 300 segundos. Segundo a empresa, esse pode ter sido o maior tempo de operação contínua já registrado para um motor de detonação rotativa, sem sinais visíveis de danos após o teste.
Durante as operações, cada motor gerou mais de 17.793 newtons (N) de empuxo e manteve condições estáveis de funcionamento térmico. Esse desempenho é considerado um avanço importante, já que um dos maiores desafios dessa tecnologia é garantir estabilidade e confiabilidade por longos períodos.
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O projeto Chakram conta com apoio da NASA por meio de programas de inovação para pequenas empresas. A tecnologia também envolve técnicas avançadas de fabricação, como impressão 3D de metais com porosidade controlada, usada para melhorar o resfriamento e o desempenho do motor. Esses resultados devem ajudar a próxima fase de desenvolvimento rumo a motores prontos para uso em missões espaciais futuras.











