Control Resonant: tudo que a Remedy revelou na gamescom

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Control Resonant é um jogo de RPG e ação desenvolvido pela Remedy Entertainment, com lançamento previsto para 2026. A desenvolvedora traz um jogo onde você usa os poderes extraordinários do protagonista, Dylan Faden, na luta pela sobrevivência da própria humanidade. Isso tudo acontece diante de uma ameaça cósmica surreal e além da compreensão humana, capaz até de distorcer a realidade.

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Tudo isso pode ser visto nos trailers do jogo até o momento. Entretanto, pudemos ver ainda mais na gamescom latam de 2026, onde o diretor criativo da empresa participou de uma palestra especial sobre criação de mundos. Confira aqui os principais detalhes desta grande apresentação.

O mundo de Control Resonant

Control Resonant apresenta um mundo fantástico, mas com elementos que se conectam ao mundo real.
Control Resonant apresenta um mundo fantástico, mas com elementos que se conectam ao mundo real. – Imagem: Divulgação/Remedy Entertainment

O jogo traz uma Manhattan distorcida, completamente destruída e à beira da aniquilação. Um mundo opressivo, cercado por prédios em um tom cinzento, organizados de uma forma surreal, muito longe do natural, o que destaca seu elemento fantástico. É um jogo que aposta no horror cósmico, interdimensional, além da compreensão e que procura mostrar a insignificância da humanidade diante da vastidão do universo.

Esses elementos vêm junto com suas criaturas, bizarras e misteriosas, ressaltadas por cores fortes e vibrantes, como o vermelho e o amarelo radiante. Do grotesco ao surreal, todos esses elementos trazem um ar misterioso, opressivo, e de que o fim está próximo.

Control Resonant: como a Remedy cria mundos

Mikael Kasurinen, diretor criativo do game, participou de um bate-papo informal sobre a criação de mundos na gamescom. Desde Quantum Break (lançado em 2016), Kasurinen já buscava combinar elementos comuns com o fantástico, como tiro que se misturavam com habilidades sobrenaturais. Agora, em Control Resonant, ele manteve esses elementos, enquanto confessa que foi uma verdadeira jornada a realização desse jogo.

Isso porque Control (o original, de 2019) já apresentava muitas ideias preciosas para o diretor, como um ambiente realmente interessante, habilidades sobrenaturais, elementos de RPG e uma ótima história. O novo game juntou essas características e levou a um nível completamente diferente. Algo que, de acordo com Mikael Kasurinen, vai surpreender os jogadores.

A palestra da Remedy Entertainment aconteceu no palco Jorney da gamescom latam 2026
A palestra da Remedy Entertainment aconteceu no palco Jorney da gamescom latam 2026 – Imagem: EngageXP

Os fundamentos do jogo

A primeira coisa que foi pensada e planejada em Control Resonant foi o mundo em que o jogo se passa. Os personagens, a história e todo o resto foram concebidos depois, para complementar e integrar esse mundo.

O novo jogo foi pensado para representar um completo oposto do original. Tanto que, no começo de Control Resonant, você começa seguindo o mesmo caminho do jogo anterior, só que do lado oposto — uma jornada reversa.

Control Resonant
Control Resonant – Imagem: Divulgação/Remedy Entertainment

Apesar disso, o diretor diz que o jogo é movido pela jogabilidade. Com isso, você vai poder navegar de várias maneiras diferentes pelo seu mapa, enquanto a resolução de problemas procura ser basicamente por suas ações. O objetivo é fazer um jogo no qual o jogador é o mais ativo possível, fazendo as coisas ao invés de ser um observador.

Essa foi a primeira vez que a equipe teve que trabalhar com uma jogabilidade focada em combate corpo a corpo, o que foi um grande desafio, ainda mais para fazer isso de uma forma divertida e interessante para os jogadores.

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O visual por trás de Control Resonant

Quanto aos visuais, eles também foram baseados na questão dos opostos. Isso porque o primeiro jogo é mais contido, sequencial, enquanto o segundo se passa em um mundo mais aberto, retratando o medo da vastidão. Seus grandes ambientes urbanos são divididos em zonas, enquanto o clima e até a gravidade mudam de uma para outra.

São mudanças que podem ser bem bruscas, exatamente para retratar esse mundo de devastação e decadência. Algo que, junto com vácuos paranormais no meio da cidade, trazem uma cidade completamente transformada.

A visível distorção no mundo de Control Resonant é feita exatamente para trazer esse ar de estrenheza, de que algo está errado.
A visível distorção no mundo de Control Resonant é feita exatamente para trazer esse ar de estrenheza, de que algo está errado. – Imagem: Divulgação/Remedy Entertainment

Suas anomalias gravitacionais, com prédios distorcidos e fora da perspectiva natural, procuram trazer uma ideia diferente de futuro pós-apocalíptico. A impressão de um lugar que realmente foi realmente afetado por uma força paranormal.

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Inclusive, tais elementos também são feitos para interagir com a jogabilidade, usando a habilidade Shift do protagonista, permitindo que ele acesse lugares com essas anomalias. Como, por exemplo, um carpete em uma parede, uma indicação de que você pode usar o Shift para caminhar naquele lugar.

Um dos principais objetivos do diretor é manter a sensação de profundo mistéri, de que você só vai conseguir resolver o problema apenas se você tiver tempo suficiente, e apenas assim. O sentido de que você está enfrentando ameaças cósmicas, mas em que você tenha a sensação de que você pode entender, se conectar, e que deve ir cada vez mais a fundo.

Daniel Junqueira

Daniel Junqueira

Daniel Junqueira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciou sua carreira cobrindo tecnologia em 2009.

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