Brockman admite fortuna de US$ 30 bilhões sem investimento na OpenAI

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O primeiro dia de depoimento de Greg Brockman, cofundador e presidente da OpenAI, agitou o tribunal de Oakland nesta segunda-feira (4). Sob pressão dos advogados de Elon Musk, Brockman confirmou que sua participação na criadora do ChatGPT vale atualmente cerca de US$ 30 bilhões (aproximadamente R$ 150 bilhões). Segundo a Bloomberg, o detalhe que mais chamou a atenção, porém, foi a confissão de que ele não investiu nenhum valor do próprio bolso para obter essa fatia.

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De US$ 0 a US$ 30 bilhões

Durante o interrogatório, Brockman foi questionado se sua fatia na empresa era superior a US$ 20 bilhões. Ele confirmou e, ao ser pressionado se o valor estaria “mais próximo de US$ 30 bilhões”, respondeu com um simples “sim”.

A revelação é um prato cheio para Elon Musk, que acusa Brockman e o CEO Sam Altman de “sequestrarem” uma organização sem fins lucrativos para capitalizar sobre o projeto em benefício próprio. Musk, que afirma ter doado US$ 38 milhões nos primeiros anos da OpenAI, busca na justiça a remoção de ambos de seus cargos de liderança.

A fortuna de Brockman coloca um holofote sobre a estrutura acionária da empresa e gera comparações imediatas com Sam Altman. O CEO da OpenAI tem afirmado repetidamente que não possui participação acionária na startup, uma estratégia que ele utiliza para reforçar sua imagem de compromisso com a missão humanitária.

Brockman, por sua vez, defendeu sua posição financeira. Ao ser questionado se sua riqueza pessoal violaria seu dever com a humanidade, ele negou e afirmou que a OpenAI criou a “instituição sem fins lucrativos mais bem equipada da história”.

A ONG de US$ 200 bilhões

Como parte de sua defesa, a OpenAI revelou novos números sobre seu braço filantrópico nesta segunda-feira:

  • Valorização: o braço sem fins lucrativos da empresa detém hoje uma fatia avaliada em cerca de US$ 200 bilhões.
  • Reestruturação: após a conclusão da mudança para o modelo lucrativo, em outubro de 2025, a fundação sem fins lucrativos recebeu 26% das ações da empresa, que na época valiam US$ 130 bilhões.

A defesa da OpenAI

A empresa argumenta que o processo de Musk é uma tentativa desesperada de prejudicar um concorrente direto de sua própria empresa de IA, a xAI. Além disso, a defesa da OpenAI sustenta que o próprio Musk foi um dos primeiros defensores da transformação da startup em uma entidade com fins lucrativos nos seus anos iniciais.

Com o encerramento do primeiro dia de Brockman no banco das testemunhas, o julgamento agora foca em desvendar se essa enorme valorização financeira foi um subproduto do sucesso tecnológico ou se o lucro foi, desde o início, o motor da mudança de rota que afastou Musk da organização.

Olhar Digital

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