LÁ EM CASA TINHA BRISA – Por: Juarez Alvarenga

JUAREZ ALVARENGA - ADVOGADO E ESCRITOR

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DIA DAS MÃES.

Mãe, não é a última pessoa a sair do barco, pelo contrário ela nunca sai. Isso é a maior prova de amor incondicional.

Mãe, é aquela que depois das guerras cotidianas nos protege e nos alivia dos sangramentos da luta.

Mãe, o seu abraço é o mais eficiente divã, para darmos continuidade as batalhas da vida, acreditando em seu êxito.

Por isso, aconselho a ser ótimo filho, porque ela em qualquer circunstância será sempre uma ótima mãe.

 – JUAREZ

 

LÁ EM CASA TINHA BRISA
Juarez Alvarenga

As transformações existenciais, nos submetem a novos questionamentos.

Seus ciclos são diferenciados, buscando a imutabilidade do sucesso, como a transformação do fracasso em êxito, é nossa tática vivencial.

Éramos uma família suburbana, que tínhamos sonhos quilométricos da realidade. Porém, acreditamos que a distância, quase infinita, nos tira do enquadramento cotidiano e nos leva a vitória.

HOJE, COM OS SONHOS ASSENTADOS NO CHÃO, COMPREENDEMOS QUE ESTE ÊXITO, SÓ FOI POSSÍVEL, PORQUE APRENDEMOS DESVIAR DOS CAÇADORES PROFISSIONAIS. E este balé no espaço, não foi ileso. Driblamos, com sutilezas, alguns tiros e fomos atingidos em outros, mas fatal nenhum. Por acharmos, que nossa história, só termina com a nossa morte. Buscar recursos, para nossos sangramentos, foi a providência imediata. Mobilizar, depois de um sonho morto, é ressuscitar vigorosamente, para a dinâmica vivencial. Nela não há estagnação. Sua mobilidade é acelerada. Basta acionar nossa vontade, que tudo é capaz de transformar. Dos sonhos suburbanos, a cosmopolita escola de economia de Harvard. Hoje, não temo qualquer economista que tem o privilégio, de estudar em Harvard, apesar de morar na provinciana Coqueiral. E esta conquista, nasceu de meus sonhos, em conexão com as utopias de minha mãe.

Acreditar que nada nasce pronto. O primeiro passo, é sempre curto e continuar andando, só depende se não cansarmos do asfalto quente da realidade, que tenta esfriar a ousadia de nossos sonhos. Sei que a chegada é triunfante, mas o marco inicial, é de descrédito total. A única pessoa que acredita em nossos sonhos iniciais, é nossas mães.  Se submetermos aos pessimistas, ficaremos estáticos e presos à realidade que nos imobiliza.

Antes buscar os sonhos distantes, com o primeiro passo, empurrado pela força de nossas mães, do que quebrar nossas pernas submetendo aos fatos reais. Ser vaiados no início nos fortalece, para prosseguirmos e ser aplaudidos ao final.

Lembro com saudade, quando só existia brisa em nossas vidas. Era uma família light e feliz. Mas, isto não nos imobilizou. Foi aprendendo caminhar sobre nuvens carregadas, que conseguimos juntos, diluir sua negritude. Se temêssemos essas nuvens a vida, hoje, não teria as cores do arco-íris. E os sonhos teriam ficado nas estradas.

JUAREZ ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR

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