Embora os e-sports sejam um fenômeno relativamente recente, sua popularidade cresce em ritmo acelerado. Com essa expansão, o circuito se dividiu em diferentes níveis de competição: dos grandes palcos profissionais aos torneios de comunidade. Entenda a seguir como funcionam esses níveis e o que diferencia cada um deles.
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Torneios de publishers
Consideradas as maiores competições do cenário, elas são organizadas diretamente pelas donas dos jogos (as publishers). Geralmente, elas funcionam em um sistema de pirâmide: as ligas regionais ou nacionais (como o CBLOL, no Brasil) servem como base e classificam os melhores times para os torneios internacionais (como o World Championship de League of Legends).
Esses campeonatos costumam ser classificados em tiers (de D a S), variando conforme a premiação, a visibilidade e a relevância no cenário global.
A exceção do circuito aberto: jogos como Counter-Strike e DOTA 2 funcionam de forma diferente. Eles possuem um ecossistema aberto, no qual empresas parceiras (como ESL, BLAST e PGL) operam de maneira independente. Os eventos contam com o apoio das desenvolvedoras, mas sem o envolvimento direto delas na execução.
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Torneios semiprofissionais
Funcionam como uma ponte essencial para o cenário de elite. São competições menores voltadas para jogadores que buscam reconhecimento e a chance de ascender profissionalmente. Esse nível de torneio pode ser realizado tanto pelas próprias publishers quanto por grandes organizações e ligas independentes.
Exemplos práticos incluem a ESL Challenger League (Counter-Strike), o VALORANT Challengers (Riot Games) e o CELOL (organizado pela LigaGG, que fomenta o cenário nacional da Série C à Série A).
Para nós, trabalhar em VALORANT e ajudar a desenvolver o ecossistema competitivo do jogo – principalmente à medida que evolui para o profissionalismo – é um desafio que nos deixa honrados e inspirados.
Whalen “Magus” Rozelle, Head of Global Esports Operations na Riot Games
Torneios da comunidade
São campeonatos promovidos de forma independente pelos próprios jogadores e fãs. Geralmente, a comunicação e a organização acontecem em servidores do Discord, enquanto as partidas são gerenciadas em plataformas dedicadas a torneios, como o Battlefy.
Apesar do caráter amador, muitas publishers dão suporte a essas iniciativas. A Riot Games, por exemplo, possui um programa de apoio para competições comunitárias de League of Legends, VALORANT, Wild Rift e 2XKO, oferecendo desde suporte organizacional até ajuda de custo para os projetos aprovados.
Há mais de cinco anos, a Liga GG trabalha para criar oportunidades reais de desenvolvimento dentro dos esports. Nosso compromisso é revelar talentos, formar profissionais e fortalecer o ecossistema competitivo brasileiro por meio de experiências de alta qualidade.
Phelipe Cerezo Ortiz, CEO da LigaGG
Acreditamos que o crescimento dos esports depende da criação de oportunidades consistentes para novos talentos. Nosso compromisso é desenvolver um ambiente competitivo de alto nível, onde jogadores, equipes e profissionais possam evoluir, ganhar visibilidade e construir seu futuro dentro do cenário.
Lucas de Souza Bassani, AKL
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