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MARCOS LOPES/ALMT
Vencedores da primeira edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento na categoria Telejornalismo relatam os bastidores das reportagens premiadas e destacam como a iniciativa contribui para dar visibilidade a pautas de interesse público. Lançada pela Assembleia Legislativa na semana passada, a segunda edição traz como novidades o aumento no valor da premiação e a presença de jurados com atuação em veículos nacionais.
Em 2025, o prêmio recebeu 293 trabalhos inscritos, produzidos em 19 municípios mato-grossenses, consagrando-se como uma das principais premiações voltadas ao jornalismo regional. Entre os premiados da primeira edição, estão os vencedores da categoria Telejornalismo, para quem o Troféu Parlamento representa não apenas reconhecimento profissional, mas também uma oportunidade de valorizar reportagens sobre temas que impactam diretamente a população.
Primeiro colocado na categoria, o jornalista Leandro Trindade, do SBT Cuiabá, venceu com a reportagem “CPI da qualidade telefônica constata falta de antenas em Mato Grosso, sinal instável causa prejuízos”. Para ele, o reconhecimento teve um significado especial por estar ligado à Assembleia Legislativa.
“Todo prêmio é muito importante para a nossa carreira, mas um prêmio que traz consigo o nome de uma das instituições mais importantes de Mato Grosso, da democracia e da comunicação, que é a Assembleia Legislativa, agrega muito à minha trajetória e ao meu currículo profissional”, afirmou.
A reportagem mostrou os impactos da deficiência dos serviços de telefonia e internet em comunidades do interior do estado, revelando como a falta de infraestrutura afeta trabalhadores, produtores rurais e estudantes.
Leandro Trindade, vencedor do 1º lugar da categoria Telejornalismo.
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Segundo Leandro, uma das principais lições da experiência foi perceber a importância de traduzir temas complexos para a linguagem da população. “O desafio foi transformar o conteúdo técnico e extenso de uma CPI em uma linguagem acessível para o trabalhador, para a dona de casa e para quem está do outro lado da tela. Quando a informação chega de forma clara, ela pode gerar mudanças reais”, destacou.
Aos colegas que pretendem participar da segunda edição, ele recomenda dedicação e criatividade. “A primeira dica é se inscrever. Depois, buscar uma pauta relevante, produzir um conteúdo de qualidade e acreditar na força da história que está sendo contada”, aconselhou.
A segunda colocação ficou com a jornalista Nayana Bricat, da TV Vila Real/Record, autora da reportagem “Assembleia Legislativa de Mato Grosso oferece serviços gratuitos com inclusão e cidadania para a população”. O trabalho apresentou ações desenvolvidas pelo Espaço Cidadania da ALMT, aproximando o público de serviços pouco conhecidos.
Para Nayana, a reportagem permitiu mostrar uma face da Assembleia que vai além da atividade parlamentar. “Durante a produção, percebi quantas pessoas são beneficiadas pelos serviços oferecidos pela Assembleia e como muitas delas sequer conheciam esses atendimentos. Foi uma oportunidade de mostrar ações que realmente transformam vidas”, ressaltou.
A jornalista também avalia que a presença de jurados de outros estados, na segunda edição do prêmio, contribuirá para fortalecer ainda mais a credibilidade da premiação. “Quanto maior a diversidade da banca avaliadora, maior a transparência do processo e mais valorizado se torna o trabalho dos profissionais participantes”, afirmou.
Nayana Bricat, vencedora do 2º lugar da categoria Telejornalismo.
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Como dica para os futuros concorrentes, Nayana sugere ampliar o olhar sobre a atuação do Parlamento. “Não fique apenas na cobertura dos deputados. Existem muitos projetos, ações e serviços acontecendo dentro da Assembleia que transformam a vida das pessoas. Busque temas relevantes para a população e mostre histórias que ainda não são tão conhecidas”, orientou.
Terceira colocada na categoria, a jornalista Elissa Neves, da TV Mutum/Band, conquistou os jurados com a reportagem “Assembleia Legislativa e Pontal do Marape: a união do Parlamento e do campo traz segurança e transforma sonhos em realidade”. O trabalho retratou a realidade de uma comunidade rural de Nova Mutum e mostrou como investimentos em infraestrutura e serviços públicos mudaram a vida dos moradores.
Para Elissa, o prêmio representa um reconhecimento ao jornalismo comprometido com a verdade e com a transformação social. “Essa premiação mostra à sociedade que o bom jornalismo ainda existe e continua presente nas comunidades. Vencer essa primeira edição foi uma conquista não apenas profissional, mas também pessoal”, declarou.
A jornalista conta que a pauta nasceu do encantamento com a organização e a qualidade de vida encontradas na comunidade rural. “O que me chamou atenção foi encontrar uma comunidade distante dos grandes centros, mas com escola, posto de saúde, iluminação pública, asfalto e diversos serviços essenciais. Eu quis mostrar a luta daquele povo e as conquistas que eles alcançaram”, explicou.
Aos profissionais interessados em participar da segunda edição, Elissa recomenda que escolham pautas capazes de gerar conexão emocional com o público.
“Não espere a pauta perfeita ou o cenário ideal. Conte aquela história que faz sentido para você e para as pessoas que estão ao seu redor. Quando uma reportagem nasce do coração, ela tem muito mais chance de alcançar o coração de outras pessoas”, aconselhou.
A expectativa é de que a segunda edição amplie ainda mais o alcance da premiação e inspire novas histórias sobre a transformação da sociedade mato-grossense. Saiba mais sobre a edição de 2026 do Prêmio ALMT de Jornalismo.










