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Grupos de hackers passaram a atacar grandes empresas financeiras dos Estados Unidos usando ligações falsas para enganar funcionários. O objetivo é obter dados sigilosos e pressionar as vítimas com ameaças de vazamento.
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A descoberta foi apresentada por pesquisadores de segurança do Google em um relatório divulgado nesta quinta-feira (06). As ações atribuídas aos grupos envolvem técnicas conhecidas como vishing, nas quais criminosos simulam contatos legítimos para obter credenciais de acesso.
De acordo com a investigação, os ataques atingiram organizações ligadas a investimentos e finanças, incluindo empresas de private equity, com o objetivo de obter informações corporativas valiosas e ampliar o poder de negociação em pedidos de extorsão.
Grupos exploram confiança de funcionários para acessar sistemas internos

Os pesquisadores do Google identificaram quatro grupos envolvidos nas operações, chamados de Falcon, Helix, Pink e Redact. A empresa avalia que eles podem fazer parte de uma estrutura maior acompanhada pelo nome UNC6671, embora ainda não esteja claro se atuam como parceiros, divisões independentes ou usuários de uma mesma infraestrutura de ataques.
A abordagem adotada pelos criminosos depende de manipulação humana. Os invasores telefonam para funcionários em seus celulares pessoais e se apresentam como colegas de trabalho ou integrantes de equipes de tecnologia. Durante a conversa, tentam convencer as vítimas a inserir dados de acesso e códigos de autenticação em páginas falsas criadas para capturar essas informações.
Após obterem acesso, os grupos utilizam os dados roubados como instrumento de pressão. Alguns deles mantêm sites próprios nos quais anunciam invasões e ameaçam publicar arquivos obtidos das empresas caso as exigências financeiras não sejam atendidas.

O Google informou que uma carteira de criptomoedas associada a um dos grupos recebeu aproximadamente US$ 10 milhões em bitcoin nos primeiros meses de 2026. Os valores pedidos às vítimas costumam variar entre US$ 750 mil e US$ 3 milhões.
Além do setor financeiro, as organizações também já teriam sido associadas a ataques contra empresas de manufatura, mercado imobiliário, saúde, seguros, tecnologia, transporte e hotelaria. Nessas áreas, os criminosos buscavam propriedade intelectual, códigos de software e informações de clientes considerados estratégicos.
A mudança recente de foco para instituições jurídicas e financeiras pode estar relacionada ao interesse por dados de alto valor, especialmente aqueles ligados a operações empresariais, fusões, aquisições, investimentos e disputas judiciais.
Wagner Edwards
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.











