Logitech G Racing Series 2026: a grande final completa

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No sábado, dia 8 de agosto, a Logitech G me convidou para acompanhar a final do Racing Series no Circuito Panamericano, pista de testes da Pirelli em Elias Fausto, interior de São Paulo. De um lado da área de boxes, cockpits de simulador ligados. Do outro, Fórmula Vee de verdade, motor ligado, esperando os cinco pilotos que passaram os últimos 39 dias competindo por uma vaga ali.

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O Logitech G Racing Series nasceu para celebrar o lançamento da linha RS (Racing Series), a nova geração de volantes, pedais e câmbios da marca voltada para quem já domina o básico do Sim Racing e quer profissionalizar o setup em casa. A competição juntou mais de 3.500 inscritos de todo o Brasil, cinco equipes formadas em draft e uma final que misturou curso teórico, disputa virtual e pela primeira vez para a maioria deles, um carro de corrida real.

Como funcionou o campeonato

O Racing Series foi dividido em quatro fases, todas com inscrição gratuita e abertas a qualquer entusiasta de Sim Racing maior de 18 anos com CNH Classe B ou superior — um dos pré-requisitos porque, spoiler, a fase final envolvia dirigir de verdade.

Fase 1 — Seletiva (1º a 15 de julho)

A abertura foi só tempo de volta. As tomadas de tempo aconteceram no simulador Automobilista 2, e cada participante podia registrar seu tempo jogando a versão demo gratuita de qualquer lugar, ou presencialmente nas lojas parceiras que receberam estações de prova: Fujioka, Kalunga, Fast Shop, Nagem e Progaming. Ao fim da seletiva, os 50 pilotos mais rápidos avançaram para a próxima fase.

Fase 2 — Draft de equipes (17 de julho)

Com os 50 classificados, a Logitech G formou cinco equipes de dez pilotos cada, e cada equipe ganhou um influenciador e um piloto-coach para guiar a preparação até a etapa virtual.

Fase 3 — Campeonato virtual (22 a 24 de julho)

Três etapas — Interlagos, Velocitta e Cascavel — decidiram, dentro de cada equipe, quem chegaria à grande final. Ao final da disputa interna, cada uma das cinco equipes elegeu seu representante, fechando o grupo de cinco finalistas.

Fase 4 — Grande final (8 de agosto)

E foi para essa fase que fui chamada: curso teórico sobre pilotagem, uma última disputa no simulador entre os cinco finalistas e, coroando tudo, uma experiência a bordo de um Fórmula Vee no Circuito Panamericano.

No palco da final, Leandro Rocha, gerente de produtos da Logitech G no Brasil, resumiu o tamanho do que a marca viu crescer em cinco semanas: “Foi um campeonato dividido em três etapas, começando em 1º de julho. Mais de 15 milhões de contas foram impactadas e mais de 3.500 pessoas se inscreveram, correndo pelo Brasil inteiro. Para nós é uma alegria enorme ver um campeonato desse, que a comunidade abraçou tanto.”

Do simulador ao Fórmula Vee: a etapa final em Elias Fausto

Antes de qualquer um pisar no acelerador de verdade, teve treinamento. Curso teórico, orientação de pilotagem e um limite de velocidade definido pela produção — segurança em primeiro lugar, mesmo com carros de corrida de verdade envolvidos. Só depois disso os cinco finalistas e os influenciadores convidados foram, um a um, para dentro do Fórmula Vee.

Segundo relataram durante o evento, nenhum deles esperava a proximidade entre a sensação do simulador e a do carro real — o tipo de comentário que só faz sentido quando você mesmo já rodou nos dois. Entre os presentes na experiência estavam também creators como Lelitz, Alessandro “The Darkness” e Thamas Morelli, além dos pilotos convidados Antonella Bassani e Arthur Gama, dividindo a pista com quem chegou até ali pelo simulador.

E o simulador, aliás, ainda tinha uma última palavra a dizer. Na disputa que definiu o campeão, Rafael Ceotto e Cezar Camargo dominaram a pista, trocando ameaças de ultrapassagem até o fim. Rafael levou a melhor, fechando a corrida na frente por apenas sete décimos de segundo, a margem mais estreita de toda a temporada.

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Todos os cinco finalistas saíram premiados, com pelo menos um volante RS50 novo garantido:

1º colocado: Volante Logitech G RS50 + RS Pedals + Headset Astro A50X + Cockpit de simulador + Monitor TCL. 2º colocado: Volante Logitech G RS50 + RS Pedals + Headset Astro A20X + Cockpit de simulador + Monitor TCL. 3º colocado: Volante Logitech G RS50 + RS Pedals + Cockpit de simulador + Monitor TCL. 4º e 5º colocados: Volante Logitech G RS50 + RS Pedals.

Rafael Ceotto - campeão Logitech G Racing Series
Rafael Ceotto – Campeão do Logitech G Racing Series – Divulgação / Olhar Digital

Da bancada de provas ao meu primeiro giro de simulador

Confissão: por mais que eu dirija há muitos anos, nunca tinha jogado em um simulador de corrida antes daquele sábado.

Meu primeiro contato foi com o G PRO Racing Wheel, o modelo mais avançado da Logitech G, com motor Direct Drive de 11 Nm e tecnologia TRUEFORCE. Ele é mais pesado, o que deixa o carro mais estável, mas também exige entender esse peso antes de confiar nele. Passei boa parte da primeira volta testando até onde eu conseguia girar o volante sem perder a linha, com o carro no automático e no meu próprio ritmo de aprendizado. Nem girei.

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Depois fui para o RS50, o volante que a linha RS acaba de lançar, e a sensibilidade é visivelmente maior. Isso é bom e traz mais realismo, mas também cobra mais precisão nos movimentos de curva. Foi ali que eu rodei. A diferença é que me recuperei rápido, e, sem querer, cravei meu melhor tempo do dia justamente com o RS50, não com o modelo mais avançado. A vibração também parece mais real: no PRO ela existe, mas o peso do volante ajuda a controlá-la; no RS50, eu precisei de mais força no braço para segurar a trepidação. Para quem já tem experiência e quer uma sensação mais fiel à pista, é uma pedida e tanto.

Logitecg G R50 volante
Sistema RS50 com 8 Nm Direct Drive com TRUEFORCE e volante – Logitech G / Reprodução

Um detalhe que reforça esse ponto: três dos cinco finalistas fizeram as provas iniciais, em casa, com um Logitech G29, o modelo de entrada da marca: prova de que dá para render bem mesmo com um volante mais simples, e que o degrau até o RS50 é sobre imersão, não sobre desempenho mínimo.

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A nova linha RS e o motivo de tudo isso

O Racing Series existiu para apresentar a linha RS, e a peça central é o volante RS50: 8 newtons de força no direct drive, contra os 11 Nm do G PRO — um passo de imersão para quem já tem um G29 ou um G923 com TRUEFORCE e quer profissionalizar o setup. A linha também inclui o RS Pedals (pedaleira de alto desempenho) e o câmbio RS H-Shifter, com freio de mão e novos aros de volante a caminho. No site oficial da Logitech Store, na data de hoje, o RS50 é vendido por R$ 5.999,90.

O diferencial, segundo Rocha, não é só a força do motor: “A linha RS tem oito newtons de força no direct drive e é uma linha que você consegue customizar e atualizar no seu ritmo. Você pode começar atualizando a base do volante ou o pedal que já tem em casa, ou o contrário, e ir adaptando o resto — aro novo, câmbio, freio de mão — com o tempo. São oito newtons de força para você ter uma imersão única, e quem sabe um dia testar o real também.”

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O momento também é de expansão do próprio mercado. Segundo dados da Newzoo citados pela Logitech G, a indústria de games segue crescendo puxada principalmente pelo PC, cuja base de jogadores já passa de 1 bilhão no mundo, com mercados emergentes como o Brasil puxando boa parte desse crescimento. Uma pesquisa global encomendada pela marca reforça o tamanho da virada cultural por aqui: 60,87% dos brasileiros dizem acreditar que seguir carreira nos games profissionais é hoje mais aspiracional do que há dez anos.

“A comunidade brasileira sempre demonstrou uma enorme paixão por automobilismo e por jogos de corrida. Com o Logitech G Racing Series, queremos criar uma plataforma que conecte essas duas paixões, oferecendo uma experiência acessível tanto para quem está começando quanto para quem já faz parte do universo do Sim Racing”, resume Rocha.

Voltando ao Circuito Panamericano

“O Sim Racing representa uma combinação única entre tecnologia, habilidade e paixão pelo automobilismo. Vemos uma comunidade cada vez mais engajada e interessada em experiências que proporcionem mais realismo e performance. Nosso objetivo é apoiar esse crescimento e oferecer produtos que permitam aos jogadores evoluir sua experiência de acordo com suas necessidades e expectativas”, complementa Rocha.

Se a primeira temporada do Racing Series deixou algo claro é que o Brasil não faltou à prova: mais de 3.500 inscritos, cinco equipes, uma final decidida por décimos e um volante novo saindo de cada mala no caminho de volta para casa. Esperamos novidades se haverá uma segunda temporada!

Chibi Martins

Chibi Martins

Chibi Martins é comunicóloga de formação, geek de coração e trabalha com a área de entretenimento há mais de 15 anos.

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