Há cerca de mil anos, os maias já utilizavam um sistema capaz de acompanhar os movimentos da Lua e auxiliar na previsão de eclipses solares. O conhecimento aparece no chamado Códice de Dresden, considerado um dos mais antigos livros das Américas.
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O método reunia diferentes ciclos lunares e recorria a ajustes periódicos para compensar pequenas diferenças entre esses períodos. Dessa forma, o calendário podia permanecer funcional mesmo depois de sucessivas gerações.
Estudos modernos indicam que o sistema teria permitido antecipar praticamente todos os eclipses solares visíveis para os maias entre os anos 350 e 1150, com uma diferença estimada de aproximadamente uma hora. O resultado foi obtido sem instrumentos ópticos ou recursos computacionais modernos.
Como funcionava o calendário lunar maia

O Códice de Dresden reúne um sistema de contagem do tempo baseado na observação dos ciclos da Lua. A principal dificuldade estava no fato de que esses períodos não coincidem de maneira exata, o que faz pequenas diferenças se acumularem conforme os anos passam.
Para evitar que esse descompasso comprometesse as previsões, os maias incorporaram correções ao sistema. A estratégia permitia recalibrar o calendário periodicamente e preservar sua utilidade ao longo do tempo.
A combinação dos ciclos e dos ajustes produziu um mecanismo de cálculo que, segundo os estudos mencionados no material, apresentava uma precisão incomum para o período. A estimativa é que praticamente todos os eclipses solares que poderiam ser observados pelos maias entre 350 e 1150 fossem contemplados pelo sistema.

A margem de diferença apontada nas análises modernas chega a cerca de uma hora. O desempenho chama a atenção porque o método foi desenvolvido a partir de observações acumuladas e cálculos realizados sem telescópios, computadores ou os conhecimentos da física contemporânea.
O funcionamento do calendário também revela que o conhecimento não dependia apenas de uma observação isolada. A manutenção do sistema exigia que as informações fossem preservadas e aperfeiçoadas ao longo das gerações, permitindo que as correções continuassem atualizando a contagem do tempo.
Wagner Edwards
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.
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