PIX MOVIMENTA R$ 233 BILHÕES EM MATO GROSSO E CONSOLIDA AVANÇO DOS PAGAMENTOS DIGITAIS

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O uso do Pix continua ganhando espaço na economia de Mato Grosso. Dados do Banco Central analisados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) apontam que as transações realizadas por meio do sistema movimentaram R$ 233,46 bilhões no Estado entre janeiro e julho de 2026.

O valor corresponde a uma média de aproximadamente R$ 33,35 bilhões por mês, demonstrando a dimensão que o meio de pagamento alcançou nas relações comerciais e financeiras dos mato-grossenses.

Somente em julho, o Pix movimentou R$ 36,92 bilhões, contra R$ 31,83 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado. O crescimento foi de 15,98%, representando cerca de R$ 5,08 bilhões a mais movimentados em apenas um ano.

MOVIMENTAÇÃO CRESCE AO LONGO DO ANO

Os números mostram que o crescimento não ocorreu de maneira uniforme durante todos os meses, mas manteve uma tendência de forte movimentação financeira no Estado.

Um dos principais destaques ocorreu em abril, quando Mato Grosso registrou R$ 37,81 bilhões em transações, o maior volume mensal do período analisado.

O resultado também coincide com um período de maior intensidade nas atividades relacionadas ao agronegócio, setor que exerce forte influência sobre a economia estadual. Comercialização de produtos, aquisição de insumos, transporte e outras operações da cadeia produtiva contribuem para ampliar a circulação de recursos.

Nos quatro meses entre abril e julho, todos os registros permaneceram acima de R$ 35 bilhões, indicando que o Pix vem sendo utilizado em um patamar elevado mesmo após o pico registrado em abril.

PIX JÁ FAZ PARTE DA ROTINA ECONÔMICA

Para a Fecomércio-MT, o avanço demonstra uma mudança consolidada nos hábitos de consumidores e empresas.

A facilidade para realizar pagamentos e transferências, aliada à rapidez das operações, fez com que o Pix deixasse de ser apenas uma alternativa aos meios tradicionais e passasse a integrar a rotina de estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços e consumidores.

O presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, Sebastião Gonçalves, avalia que a expansão acompanha o processo de digitalização da economia e exige que as empresas estejam preparadas para acompanhar um consumidor cada vez mais conectado.

A análise também destaca que a movimentação do Pix não pode ser utilizada isoladamente como medida de crescimento econômico. O volume de transações representa a circulação financeira e não necessariamente a geração de riqueza. Ainda assim, a evolução dos números funciona como um indicador da intensidade dos fluxos financeiros e da transformação dos meios de pagamento.

AGRONEGÓCIO INFLUENCIA MOVIMENTAÇÃO

A característica da economia mato-grossense ajuda a explicar parte das oscilações observadas ao longo do ano.

O período entre março e abril costuma concentrar operações relacionadas à comercialização da produção agrícola, aquisição de insumos, transporte e demais atividades ligadas ao agronegócio.

Em abril, quando o Pix atingiu seu maior volume no período analisado, foram movimentados R$ 37,81 bilhões no Estado.

A movimentação também costuma aumentar em períodos de maior consumo. Em dezembro de 2025, por exemplo, o volume chegou a R$ 37,16 bilhões, impulsionado por fatores sazonais como pagamento do 13º salário, compras de fim de ano e maior circulação de dinheiro na economia.

CRESCIMENTO MESMO COM O PIX JÁ CONSOLIDADO

Um dos aspectos que chama atenção nos dados é que o crescimento ocorre mesmo depois de o Pix já ter alcançado ampla utilização entre brasileiros.

A alta de quase 16% na comparação entre julho de 2025 e julho de 2026 mostra que o sistema continua ampliando sua participação nos fluxos financeiros do Estado.

Além da maior quantidade de usuários, a expansão pode estar relacionada à utilização cada vez mais frequente do Pix por empresas e consumidores em diferentes tipos de operações.

Para o comércio e o setor de serviços, a popularização do sistema também representa uma mudança na relação com o consumidor, que passou a priorizar soluções de pagamento rápidas, práticas e disponíveis diretamente pelo celular.

Com mais de R$ 233 bilhões movimentados apenas nos sete primeiros meses do ano, o Pix se consolida como uma das principais ferramentas utilizadas para a circulação financeira em Mato Grosso.

Os dados são do Banco Central e foram analisados pela Fecomércio-MT em parceria com a Fecomércio-SE.

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