A Prefeitura de Colíder, através da Secretaria Municipal de Saúde, está realizando as primeiras cirurgias de ombro pelo Programa Fila Zero. Dez procedimentos desse tipo fazem parte de um grupo de 34 cirurgias ortopédicas em andamento no Hospital Santa Inês. Em outubro, o programa também realizou 21 cirurgias de otorrinolaringologia em pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A informação é do O prefeito Rodrigo Benassi. As cirurgias de ombro representam uma nova frente de atendimento dentro do programa e envolvem casos que exigem avaliação especializada, cuidados específicos e acompanhamento durante a recuperação. Dependendo do tipo e da gravidade da lesão, o procedimento pode envolver tendões, ligamentos, músculos e articulações.
Benassi chama a atenção para os efeitos que a demora no tratamento pode provocar em alguns quadros ortopédicos. “Tem paciente que está com dor, com dificuldade para movimentar o braço e esperando por uma cirurgia. Dependendo da lesão, essa espera pode agravar o quadro e até deixar uma sequela”, alerta o gestor.
RISCO DE SEQUELAS
Lesões no ombro podem provocar dor, limitação dos movimentos e perda da capacidade funcional. Em determinados casos, o atraso na realização do tratamento cirúrgico pode agravar a lesão e reduzir as possibilidades de recuperação.
Segundo Benassi, o tempo de espera deve ser considerado principalmente nos casos em que existe risco de piora do quadro. “Quando há indicação médica para operar, o atendimento precisa ocorrer dentro de um prazo que evite o agravamento da lesão e aumente as chances de recuperação”, observa.
As dez cirurgias de ombro integram os 34 procedimentos ortopédicos atualmente realizados pelo Programa Fila Zero em Colíder. Dependendo da natureza da lesão, o tratamento também exige cuidados específicos no período pós-operatório.
OUTRAS ESPECIALIDADES
Além das cirurgias ortopédicas, o programa registrou 21 procedimentos de otorrinolaringologia em outubro. As intervenções atendem pacientes com problemas relacionados ao ouvido, nariz e garganta. Os atendimentos fazem parte da organização da demanda por procedimentos especializados na rede pública municipal.
Benassi ressalta que as cirurgias de ombro passaram a integrar o programa diante da necessidade de atender pacientes que aguardavam esse tipo de procedimento. “Em alguns casos, a pessoa convive com dor e limitação de movimento enquanto espera pela cirurgia. A preocupação é evitar que essa demora comprometa ainda mais o quadro”, acrescenta.
O prefeito pretende manter e ampliar os atendimentos conforme a demanda da rede. “Quem está nessa situação sabe o peso que é esperar. Muitas vezes a pessoa não consegue levantar o braço, dormir direito, trabalhar ou fazer coisas básicas do dia a dia. Quando existe indicação cirúrgica, precisamos fazer o possível para que esse atendimento aconteça antes que o problema piore”, reforça Rodrigo Benassi.
ATENDIMENTO EM COLÍDER
Uma das principais características do programa é a realização das cirurgias dentro do próprio município. Os procedimentos ocorrem por meio de parceria entre a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Santa Inês, credenciado para atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa foi estruturada pela gestão municipal para permitir que moradores tenham acesso aos procedimentos em ambiente hospitalar local, reduzindo deslocamentos para outras cidades e encurtando o tempo de espera por atendimento especializado.
Benassi destaca que a proposta busca oferecer aos pacientes a mesma estrutura disponível na rede privada. “O cidadão que depende do SUS está sendo atendido em um hospital preparado, com conforto, segurança e acompanhamento adequado. Esse era um compromisso que assumimos e estamos colocando em prática”, argumenta o gestor.
Redação: Assessoria












