Tudo sobre Inteligência Artificial
O cenário competitivo dos games pode estar ganhando novas formas de participação. Além dos campeonatos tradicionais de esports, plataformas estão utilizando dados de desempenho para permitir que jogadores casuais disputem competições sem precisar integrar equipes profissionais.
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Uma dessas propostas é o Game Skill Monetization (GSM), modelo que transforma estatísticas obtidas durante as partidas em pontuações utilizadas para determinar os vencedores de disputas.
Em entrevista ao Olhar Digital, durante a Brasil Game Show (BGS), um representante da Gamers Brawl, plataforma que utiliza esse sistema, explicou como a tecnologia funciona e quais são os desafios para garantir resultados justos.
Como funciona uma competição baseada em desempenho?

Diferentemente dos confrontos tradicionais, os participantes não precisam necessariamente jogar uns contra os outros.
Cada usuário disputa suas partidas normalmente, enquanto a plataforma acompanha indicadores como abates, assistências, ouro acumulado e objetivos conquistados.
Em League of Legends, por exemplo, o sistema considera as diferentes funções dos personagens. Um jogador de suporte não é avaliado exatamente pelos mesmos critérios de um atirador, já que cada posição contribui de maneira diferente para a equipe.
Ao final, as estatísticas são convertidas em pontos e utilizadas para determinar o vencedor da disputa.
A proposta permite que jogadores participem de competições sem abandonar seus modos habituais de jogo.
Inteligência artificial pode ajudar a identificar trapaças
A utilização de estatísticas individuais também apresenta desafios, principalmente relacionados à manipulação de resultados.
Entre os problemas estão o uso de contas secundárias, o compartilhamento de perfis e programas de trapaça.
Para identificar possíveis irregularidades, sistemas antifraude podem analisar o histórico de desempenho e procurar mudanças incomuns no comportamento dos jogadores.
No caso apresentado durante a entrevista, a tecnologia utiliza machine learning e considera mais de 100 atributos para identificar situações suspeitas.
Uma mudança repentina e significativa nas estatísticas, por exemplo, pode levar à suspensão de uma disputa para análise.
Entretanto, esse tipo de monitoramento não elimina completamente a possibilidade de fraudes e depende de critérios adequados para evitar punições indevidas.
Uma alternativa ao cenário profissional de esports?

O modelo também levanta uma discussão sobre o acesso às competições de videogames.
Enquanto o cenário profissional costuma exigir treinamento, participação em equipes e dedicação constante, as disputas baseadas em desempenho permitem que jogadores casuais experimentem uma dinâmica competitiva utilizando suas próprias partidas.
A proposta ainda apresenta desafios relacionados ao equilíbrio das pontuações, à prevenção de fraudes e à comparação entre diferentes estilos de jogo.
Mesmo assim, o uso de estatísticas para criar competições individuais mostra como os dados gerados pelos videogames podem ser utilizados para desenvolver novos formatos competitivos, além dos campeonatos tradicionais.
Rachele Victoria
Rachele Victoria é formada em Letras, MBA em Inovação e atua há 10 anos com comunicação e conteúdo gamer.
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