Telegram corrige falha que permitia executar código no Android

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Uma falha no Telegram para Android permitia que invasores executassem código no celular da vítima após ela atender uma chamada de voz. Descoberta pela empresa de segurança NebuSec, a vulnerabilidade foi corrigida na versão 12.10.4 do aplicativo.

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O problema afetava versões entre 8.6.2 e 12.10.3, dentro do período de março de 2022 a setembro de 2026. Para se proteger, os usuários devem verificar se estão com a versão corrigida ou uma mais recente.

Imagem mostra o aplicativo do Telegram aberto e a lista de conversas disponíveis em um perfil
Falha fazia o código do Telegram acessar indevidamente uma área de memória do dispositivo durante a ligação. Imagem: Christian Wiediger/Unsplash

Como funcionava a vulnerabilidade

O erro estava no processamento de mensagens usadas para configurar e informar o estado das chamadas. Quando uma delas não continha todos os campos esperados, o código acessava indevidamente uma área da memória do aparelho.

A NebuSec demonstrou a execução de código em uma chamada privada atendida em um celular com processador ARM64. No vídeo divulgado pela empresa, o Telegram fecha, a tela inicial do aparelho aparece e exibe a mensagem “HACKED BY NEBUSEC” (“invadido pela NebuSec”, em tradução livre).

Entre as características e limitações identificadas pela empresa estão:

  • O ataque exigia apenas uma conta comum no Telegram.
  • A falha foi confirmada em chamadas privadas em aparelhos com processadores ARM64.
  • Não havia evidências de impacto direto nos aplicativos para iOS, computador ou nas chamadas em grupo.

Como verificar a atualização

Para conferir a versão instalada, o usuário deve abrir as configurações do Telegram e consultar o número exibido na parte inferior da página. A versão 12.10.4 corrige a falha.

Embora os aplicativos compartilhem uma biblioteca utilizada nas chamadas de voz e vídeo, a correção já havia sido incorporada aos códigos das versões para iPhone e computador antes de chegar ao Android.

Em 29 de outubro, a vulnerabilidade ainda não tinha um identificador CVE, utilizado para catalogar falhas de segurança. O The Hacker News informou que questionou o Telegram e a NebuSec sobre o uso da vulnerabilidade em ataques reais e sobre o alcance do código executado no aparelho.

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

Olhar Digital

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