Capacete com realidade aumentada substitui GPS e velocímetro

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A empresa suíça Aegis Rider lançou um sistema com realidade aumentada para capacetes, capaz de substituir GPS, mapas e velocímetro. A ideia básica do produto é evitar que motociclistas tirem os olhos da estrada para conferir algumas das informações citadas.

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Os preços começam em £849 (R$ 6.271,98), chegando a £1.399 (R$ 10.335) para versões mais completas. O capacete pesa cerca de 2 kg, um pouco mais pesado que os capacetes convencionais, e foi feito com fibra de carbono para que não tivesse um peso ainda maior.

Para quem tem pressa:

  • A startup suíça desenvolveu um sistema para capacetes de moto, com realidade aumentada que exibe informações como velocidade e navegação sem que o motociclista precise tirar os olhos da estrada;
  • O sistema usa câmeras e sensores para acompanhar a posição da cabeça e da moto, ativando ou desativando a interface conforme a direção do olhar. O capacete também tem câmera para gravação, Bluetooth e microfones.
  • O capacete com o sistema pesa cerca de 2 kg e custa entre £849 (R$ 6.271,98) e £1.399 (R$ 10.335). A empresa afirma que futuramente pretende adicionar sensores para identificar objetos nos pontos cegos da moto.

Capacete, óculos, câmera… um sistema completo

Interface de realidade aumentada do capacete da Aegis Rider
Interface de realidade aumentada do capacete – Imagem: Reprodução/Aegis Rider

O capacete utilizado pela Aegis Rider é produzido pela Nexx em Portugal, tem certificação de segurança europeia, e o sistema é todo desenvolvido pela startup suíça.

Na parte tecnológica, o sistema está em uma espécie de óculos que apresenta toda a interface que mostra velocímetro e o caminho a ser seguido. Para maior segurança, o modo é desativado em curvas e quando o motorista olha para qualquer outra direção.

O grande diferencial do sistema está justamente nessa mudança. Outros gadgets com interface para capacete geralmente estão conectados ao visor da moto e podem atrapalhar na observação da rua ou estrada durante a direção.

As câmeras para localização estão posicionadas na área do “queixo” do capacete e identificam a distância entre o motorista e a moto. Para a direção e rotação da cabeça, o equipamento possui sensores na parte interna, que comandam a interface para ligá-la ou desligá-la momentaneamente.

Na parte superior do capacete também está uma câmera para gravações da rua, suportando até 20 horas de filmagens em uma qualidade de 1080p.

Leia mais:

visor do capacete de realidade aumentada do Aegis Rider
visor do capacete de realidade aumentada do Aegis Rider – Imagem: Divulgação/ Aegis Rider

O capacete ainda tem conectividade com Bluetooth e microfones, sendo possível ouvir música, receber instruções de direção ou até atender chamadas.

Antes de subir na moto é necessário fazer uma integração entre veículo e capacete. O aplicativo da empresa guarda, em cerca de 10 minutos, as informações da moto, como peso, dimensões de comprimento e largura, e pode armazenar dados de até cinco motocicletas para que não seja necessário refazer o processo várias vezes.

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Futuramente, a empresa afirma que busca implantar sensores para identificar objetos nos pontos cegos da moto, para evitar colisões e acidentes. O capacete já está disponível para compra, com os valores variando entre £849 (R$ 6.271,98) e £1.399(R$ 10.335).

Ana Luiza Figueiredo

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Olhar Digital

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