Cinco anos após chegar a Marte, o rover Perseverance, da NASA, continua percorrendo a superfície marciana e fazendo novas descobertas. Atualmente, o veículo explorador do tamanho de um carro de passeio participa da Campanha da Orla Norte, uma etapa da missão que investiga regiões próximas à borda da Cratera Jezero, local do planeta onde pousou em 2021.
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Em resumo:
- O rover Perseverance encontrou novas pistas sobre o passado geológico de Marte;
- Rover está investigando áreas próximas da borda da Cratera Jezero;
- NASA divulgou selfie criada com 61 imagens;
- Análises identificaram rochas ígneas anteriores à formação da cratera;
- Megabrechas podem revelar antigas condições habitáveis no planeta.
Na terça-feira (12), a NASA divulgou uma nova selfie do robô, criada a partir da combinação de 61 imagens registradas em março. A composição mostra o rover próximo da região conhecida como Lac de Charmes, uma área considerada importante para entender o passado geológico marciano e procurar pistas sobre antigas condições de habitabilidade.
Perseverance in the Wild Martian West 🤠
Our Perseverance Mars rover snapped some photos beyond the western rim of Jezero Crater—the farthest west the rover has ever gone on the Red Planet. See what we found there: https://t.co/nIkwxstE26 pic.twitter.com/6gJ9xgnVy5
— NASA (@NASA) May 12, 2026
Rover descobre rochas resultantes de impacto de meteorito
Segundo Katie Stack Morgan, cientista da missão, o retrato foi feito quando o Perseverance alcançou o ponto mais distante a oeste já visitado desde o pouso. A pesquisadora explicou que a equipe apelidou o local de “Velho Oeste”, por marcar um avanço importante nas explorações além da borda da Cratera Jezero.
Antes da selfie, o rover realizou mais uma análise detalhada do solo marciano. Utilizando a broca instalada em seu braço robótico, ele desgastou uma rocha chamada Arethusa. Esse procedimento remove parte da superfície da formação geológica para permitir estudos sobre sua composição química e mineral.
A análise revelou que a rocha é formada principalmente por minerais ígneos, criados a partir de material derretido milhões de anos atrás. Além disso, os pesquisadores acreditam que essas rochas sejam ainda mais antigas que a própria Cratera Jezero, formada pelo impacto de um grande meteorito.
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Suspeita da existência de megabrechas em Marte é reforçada
A selfie mais recente é apenas a sexta registrada pelo rover desde sua chegada a Marte. Para produzir a imagem, o veículo utilizou a câmera WATSON, instalada na extremidade do braço robótico. O processo levou cerca de uma hora e exigiu dezenas de movimentos extremamente precisos para alinhar corretamente todas as fotografias.

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Além do autorretrato, o Perseverance também fotografou a região de Arbot, localizada em Lac de Charmes. Nesse caso, a câmera Mastcam-Z foi usada para criar um enorme mosaico composto por 46 imagens. O objetivo é ajudar os cientistas a planejar os próximos caminhos do rover e estudar melhor as formações rochosas da área.
As imagens também reforçaram a suspeita da existência de megabrechas em Marte. Essas estruturas gigantes são blocos rochosos enormes, lançados após impactos de meteoritos há cerca de 3,9 bilhões de anos. Algumas dessas rochas podem ter o tamanho de arranha-céus.
Para os pesquisadores, estudar essas formações antigas pode revelar detalhes importantes sobre o início da história marciana. Os cientistas acreditam que as rochas profundas da crosta podem ajudar a entender se Marte já teve um oceano de magma e quais condições permitiram que o planeta fosse potencialmente habitável no passado.












