Outro IPO? Empresa de anel inteligente mira bolsa nos EUA

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A Oura anunciou nesta quinta-feira (21) que apresentou de forma confidencial à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) o rascunho do prospecto para sua oferta pública inicial de ações (IPO). A empresa, conhecida pelo anel inteligente voltado ao monitoramento de saúde e sono, não informou quando pretende estrear na bolsa.

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Segundo a companhia, a abertura de capital ocorrerá apenas após a conclusão do processo de revisão da SEC e dependerá das condições de mercado. O movimento acontece em um momento de retomada gradual do mercado de IPOs nos Estados Unidos, especialmente impulsionado pelo setor de inteligência artificial (IA) e por empresas de tecnologia ligadas à área de saúde.

Crescimento acelerado da Oura

Criada em 2015, a Oura começou focada em monitoramento de sono, mas ampliou suas funcionalidades ao longo dos anos. Atualmente, o anel inteligente reúne recursos ligados a bem-estar, recuperação física, atividade, saúde metabólica e saúde feminina.

A empresa afirmou recentemente que deve ultrapassar a marca de cinco milhões de assinantes pagos ainda neste trimestre. De acordo com a companhia, o número representa crescimento de quatro vezes nos últimos dois anos. No mesmo período, a receita total também quadruplicou.

Em setembro do ano passado, a Oura informou ter vendido mais de 5,5 milhões de anéis inteligentes desde o lançamento do produto. Em junho de 2024, o total divulgado havia sido de 2,5 milhões de unidades.

A empresa foi avaliada em US$ 11 bilhões em outubro, após uma rodada Série E de US$ 900 milhões. No total, a companhia afirma já ter captado mais de US$ 1,5 bilhão.

Anéis inteligentes da Oura expostos em diferentes cores durante apresentação da marca
Especializada em anéis inteligentes, Oura se prepara para IPO – Imagem: Erman Gunes / Shutterstock

Empresa aposta em IA e expansão internacional

O CEO da empresa, Tom Hale, afirmou à CNBC em novembro que a Oura poderia gerar perto de US$ 2 bilhões em vendas em 2026. Segundo ele, a companhia estava no caminho para alcançar US$ 1 bilhão em vendas em 2025, dobrando a receita registrada em 2024.

Parte dessa estratégia envolve investimentos em IA, novos recursos analíticos e expansão internacional. A empresa também anunciou recentemente a mudança de sua sede da Finlândia para San Francisco.

Em comunicado recente, Hale disse que a empresa busca oferecer “inteligência de saúde acionável” para ajudar usuários a entender melhor sinais relacionados a sono, estresse, recuperação e atividade física.

Mercado de wearables fica mais competitivo

O avanço da Oura acontece em meio ao crescimento do setor de dispositivos vestíveis voltados à saúde. A Apple segue adicionando recursos de saúde ao Apple Watch, enquanto a Garmin informou aumento de 42% na receita de produtos fitness no primeiro trimestre de 2026.

A Whoop, que também apareceu na lista CNBC Disruptor 50 de 2026, captou US$ 575 milhões em março em uma rodada Série G avaliada em US$ 10,1 bilhões.

Já o Google anunciou neste mês um novo dispositivo Fitbit sem tela, descrito pela companhia como seu produto com os insights de saúde “mais profundos” até agora.

Apesar da concorrência crescente, a Oura afirma ter firmado parceria com mais de 1.200 marcas e organizações ligadas à saúde, bem-estar e setor comercial, incluindo acordos com Team USA e U.S. Soccer.

Ana Luiza Figueiredo

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é repórter de tecnologia do Olhar Digital. É formada em jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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