China alerta para riscos da IA e cobra regras globais para regulamentação

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A ausência de regulação sobre tecnologias emergentes, especialmente a inteligência artificial, pode levar o mundo a perder o controle sobre seus efeitos, afirmou o primeiro-ministro da China, Li Qiang, durante evento econômico internacional realizado na cidade de Dalian.

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O discurso ocorreu na abertura de uma conferência ligada ao Fórum Econômico Mundial, nesta quarta-feira (24), onde o líder chinês destacou que o ritmo acelerado das inovações tecnológicas supera a capacidade atual de governança global.

Segundo Li Qiang, a IA já amplia a eficiência produtiva, mas também traz riscos crescentes ligados à ética, segurança e instabilidade econômica, exigindo coordenação internacional urgente.

IA, economia global e disputas geopolíticas entram no centro do debate

Bandeira chinesa – Imagem: superbeststock/Shutterstock

Durante sua fala no encontro econômico conhecido como “Davos de Verão”, Li Qiang defendeu que o avanço tecnológico não pode ocorrer sem mecanismos de supervisão, sob risco de consequências graves caso a regulação não acompanhe o desenvolvimento do setor.

Em declaração atribuída ao premiê chinês, ele afirmou que”a velocidade do progresso tecnológico não tem precedentes“, apontando como a inteligência artificial já impacta diretamente a inovação e a produtividade em escala global. A fala ocorreu diante de líderes empresariais e representantes de diferentes países reunidos em Dalian.

O dirigente também alertou para riscos éticos e estruturais associados à tecnologia, reforçando que a falta de governança pode ampliar problemas já observados, como insegurança digital e possíveis usos militares da IA.

No mesmo evento, representantes do Fórum Econômico Mundial ressaltaram que a tecnologia pode abrir oportunidades em áreas como educação e saúde, embora o desafio central esteja em transformar esses avanços em resultados concretos na economia real.

Data center com chip grande de inteligência artificial (IA) na parede, no final de um corredor
Data centers de IA consomem grandes volumes de energia e água, segundo alerta feito pela ONU em Londres. – Imagem: Junayed graphics/Shutterstock

Além do debate tecnológico, o encontro foi marcado por preocupações com o cenário econômico global, afetado por tensões geopolíticas e conflitos internacionais. Entre os fatores citados estão disputas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de impactos no comércio e no transporte de energia.

A instituição responsável pelo fórum também destacou a revisão para baixo das projeções de crescimento mundial, indicando um ambiente econômico descrito como pouco favorável.

Li Qiang ainda apresentou a economia chinesa como um ponto de estabilidade em meio às incertezas globais, embora o próprio país enfrente desafios internos, como desaceleração do consumo e crise no setor imobiliário.

A relação entre China e Estados Unidos também apareceu no debate, com analistas citando a possibilidade de escalada de tensões entre as duas potências. Um dos especialistas mencionados avaliou que o cenário estratégico entre os dois países segue sensível, apesar de sinais recentes de diálogo diplomático.

Wagner Edwards

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

Olhar Digital

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