Uma tecnologia de monitoramento está sendo usada em Roma para apoiar idosos durante a onda de calor que atinge a Europa. O sistema acompanha sinais vitais e permite acionar ajuda em situações de emergência, explica a Reuters.
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Em Roma, o caso de uma senhora de 85 anos ajuda a ilustrar como esse tipo de recurso já entrou na rotina de quem vive sozinho e enfrenta temperaturas próximas de 40°C.

Um cuidado que virou parte da rotina
Ela participa de um programa da prefeitura de Roma que usa uma pulseira eletrônica para acompanhar sua saúde em tempo real. O dispositivo registra frequência cardíaca, padrões de sono e também detecta quedas.
A iniciativa atende cerca de 700 pessoas e faz parte de um programa de apoio financiado pela União Europeia, voltado ao cuidado de idosos no período pós-pandemia.
O sistema reúne diferentes funções que atuam de forma contínua no acompanhamento:
- registro de sinais vitais ao longo do dia
- detecção automática de quedas e movimentos bruscos
- botão de emergência para acionar ajuda
- envio de alertas para familiares e assistentes sociais
- monitoramento remoto feito por equipes de saúde
Quando o calor muda o risco para idosos
Durante a onda de calor, o uso da tecnologia passou a ter ainda mais importância. As altas temperaturas afetam diretamente pessoas idosas, especialmente as que vivem sozinhas.
Eles sofrem mais porque o corpo não reage da mesma forma nessas condições de calor extremo.
Piera Pomente, psicóloga clínica, à Reuters.
Ela explica que o calor intenso pode provocar queda de pressão e alterações na frequência cardíaca, o que aumenta o risco de mal-estar.

Entre segurança e desconfiança
Apesar de ser gratuito, o programa ainda enfrenta resistência. Parte dos idosos demonstra preocupação com privacidade e com a ideia de monitoramento constante.
De cerca de 70 participantes iniciais, aproximadamente 45 continuam no sistema, segundo a equipe responsável. A prefeitura, no entanto, pretende ampliar a adesão nos próximos meses.
A psicóloga reforça que o sistema não usa câmeras nem acompanha a vida doméstica, trabalhando apenas com dados básicos de saúde e movimento.

Apoio humano além dos sensores
Além da pulseira, o programa inclui ligações diárias feitas por assistentes sociais. Nessas conversas, eles verificam se a medicação está sendo tomada, conversam com os idosos e oferecem apoio emocional.
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Em alguns períodos do dia, especialmente à noite e nos fins de semana, familiares recebem notificações pelo aplicativo quando há alguma ocorrência.
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Em casos já registrados pela equipe, o sistema ajudou a acionar socorro após quedas, agilizando o atendimento.
Mais do que tecnologia, a proposta é manter contato constante com quem vive sozinho e atravessa períodos de calor mais intenso na cidade.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.










