A empresa de robótica espacial Lunar Outpost anunciou nesta quinta-feira (23) que integrará os chips Jetson, desenvolvidos pela Nvidia, em seu próximo veículo exploratório com destino à Lua. O projeto marca a provável estreia de unidades de processamento gráfico (conhecidas como placas de vídeo ou simplesmente como GPUs) na superfície do satélite natural terrestre.
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A bordo de um módulo de pouso da Intuitive Machines e impulsionado por um foguete Falcon 9, o automóvel robótico utilizará os componentes eletrônicos para gerenciar o sistema de detecção a laser. A arquitetura física de inteligência artificial atuará de forma simultânea aos programas tradicionais para interpretar dados ambientais com autonomia.
A iniciativa atende ao programa da Nasa que financia companhias privadas para vasculhar o solo selenita em busca de água e insumos estratégicos. Com isso, busca-se criar condições operacionais e infraestrutura robótica sustentável antes do retorno de astronautas humanos previsto para ocorrer a partir de 2028.
Expansão da inteligência artificial ao cosmos

O uso desses semicondutores tem como foco a economia de energia e o tamanho compacto. Conforme relata o presidente-executivo da Lunar Outpost, Justin Cyrus, a equipe técnica realiza testes comparativos entre a plataforma da Nvidia e os sistemas tradicionais de voo espacial para avaliar as vantagens do processamento gráfico em ambientes críticos.
A missão levará o robô a locais complexos como crateras e a região de Reiner Gamma, conhecida por anomalias magnéticas. Segundo o dirigente da empresa, a combinação de algoritmos determinísticos com inteligência artificial física permite que a frota tome decisões rápidas em locais expostos à radiação cósmica, noites lunares rigorosas e oscilações extremas de temperatura.

Além da exploração em solo, a tecnologia da Nvidia também estará presente em um satélite da Firefly Aerospace para o processamento orbital de imagens. Consoante às explicações da liderança da startup, o objetivo de longo prazo envolve construir uma base permanente, cuja viabilidade depende de robôs autônomos capazes de realizar tarefas pesadas.
O cronograma prevê lançamentos ainda neste ano para os veículos de menor porte. Na avaliação de Justin Cyrus, os planos futuros incluem o rover Pegasus, projetado para transportar astronautas, o qual aguarda a liberação do foguete da Blue Origin, afetado por falhas técnicas recentes, mantendo-se a meta de suporte às missões humanas para 2028.
Wagner Edwards
Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.












