Elon Musk encerra batalha judicial contra anunciantes do X

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Rodada em uma disputa judicial que se arrastava por anos, o X, rede social de Elon Musk, e a Federação Mundial de Anunciantes (World Federation of Advertisers, WFA) anunciaram nesta quarta-feira (29) um acordo que encerra o processo movido pela plataforma contra a entidade do setor publicitário.

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A ação judicial havia sido aberta em 2024, quando o X acusou a WFA de promover um “boicote ilegal sistemático” contra a rede social. Segundo a empresa de Musk, a entidade teria incentivado anunciantes a reduzirem investimentos na plataforma após a queda da receita publicitária registrada depois da aquisição do antigo Twitter por US$ 44 bilhões (R$ 225,6 bilhões), em 2022.

Entre as empresas citadas pelo X no processo estavam Mars, CVS Health, Shell, Lego e outras grandes marcas. Os anunciantes, no entanto, negaram as acusações e sustentaram que cada empresa tem liberdade para decidir onde investir seus recursos em publicidade.

Justiça havia rejeitado processo

  • Em março deste ano, um tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou a ação após concluir que o X não conseguiu demonstrar ter sofrido prejuízos nos termos da legislação federal de concorrência;
  • A plataforma recorreu da decisão em abril;
  • Com o acordo anunciado nesta quarta, o litígio chega ao fim;
  • “Hoje, a World Federation of Advertisers (WFA) e a X Corp. estão deixando para trás o litígio envolvendo a Global Alliance for Responsible Media (GARM)”, afirma o comunicado conjunto das duas organizações. “Isso redefine o relacionamento entre as duas entidades.”

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Em março deste ano, um tribunal federal dos Estados Unidos rejeitou a ação após concluir que o X não conseguiu demonstrar ter sofrido prejuízos nos termos da legislação federal de concorrência – Imagem: ssi77/Shutterstock

Entenda a origem da disputa

O X alegava que a redução dos investimentos publicitários ocorreu em razão das diretrizes elaboradas pela Global Alliance for Responsible Media (GARM), iniciativa criada pela WFA que reunia marcas e agências de publicidade para desenvolver padrões destinados a evitar que anúncios fossem exibidos ao lado de conteúdos prejudiciais na internet.

Após Musk assumir o comando da plataforma e reformular as políticas de moderação de conteúdo, diversos anunciantes passaram a demonstrar preocupação com a possibilidade de suas marcas aparecerem associadas a conteúdos considerados nocivos.

No comunicado divulgado nesta quarta, a WFA reiterou seu compromisso com a liberdade de expressão. “A WFA reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão, princípio incluído pela primeira vez em sua constituição de fundação, em 1953, e um princípio que compartilha com o X”, diz a entidade.

A federação também destacou que encerrou oficialmente a GARM em 9 de agosto de 2024 e afirmou que não pretende recriar a iniciativa ou estabelecer um projeto semelhante.

“A WFA não formará nem reiniciará a GARM ou uma iniciativa similar. A WFA e o X estão totalmente alinhados na visão de que marcas, plataformas e consumidores se beneficiarão da inovação em segurança de marca”, acrescenta o comunicado.

O processo contra a WFA não foi o único embate de Elon Musk com o mercado publicitário desde que assumiu o controle do X. Após a compra da rede social, o bilionário chegou a responder de forma agressiva às empresas que interromperam campanhas na plataforma, dizendo para os anunciantes que suspenderam investimentos “go f*** yourself” (“vão se f***”).

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

Olhar Digital

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