Mamutes ainda poderiam existir? Estudo analisa teoria sobre a extinção da espécie

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Por muito tempo, a genética foi considerada a principal responsável pela extinção dos últimos mamutes-lanosos. No entanto, pesquisadores do Centro de Paleogenética, ligado ao Museu Sueco de História Natural e à Universidade de Estocolmo, apontaram em um estudo publicado na revista Cell, que a espécie pode ter sido vítima de um evento externo e inesperado.

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A pesquisa analisou o DNA de mamutes que viveram na Ilha de Wrangel, no Oceano Ártico, onde a espécie ficou isolada por cerca de 6 mil anos após desaparecer do restante do planeta. Os resultados mostram que, embora a população apresentasse baixa diversidade genética, esse fator não foi suficiente para causar sua extinção.

Na avaliação dos pesquisadores, os últimos mamutes formavam uma população relativamente estável e provavelmente só desapareceram após enfrentar algum evento repentino, como uma mudança ambiental brusca, uma doença ou outro fenômeno capaz de dizimar um grupo já pequeno e isolado. Isso significa que o destino da espécie pode não ter sido inevitável, como se imaginava até então.

Para quem tem pressa:

  • Os últimos mamutes-lanosos sobreviveram por cerca de 6 mil anos isolados na Ilha de Wrangel, no Oceano Ártico;
  • Um estudo concluiu que a baixa diversidade genética não explica, sozinha, a extinção da espécie;
  • Segundo os pesquisadores, um evento externo e imprevisível, como doenças ou mudanças climáticas repentinas, pode ter sido o fator decisivo para o desaparecimento dos animais.

Os últimos mamutes formavam uma população estável

Imagem: Daniel Eskridge/Shutterstock

Os mamutes-lanosos desapareceram da maior parte do planeta há cerca de 10 mil anos. No entanto, uma pequena população ficou isolada na Ilha de Wrangel após a elevação do nível do mar separar a ilha do continente.

Segundo o estudo, esse grupo pode ter surgido a partir de apenas oito indivíduos reprodutores. Ainda assim, os animais conseguiram se recuperar e chegaram a uma população estimada entre 200 e 300 mamutes, permanecendo relativamente estáveis por aproximadamente 6 mil anos.

A análise genética mostrou que a seleção natural continuou atuando nesse período, eliminando muitas das mutações prejudiciais. Embora a diversidade genética tenha diminuído com o passar do tempo, ela não atingiu um nível capaz de explicar o desaparecimento da população.

Os pesquisadores também identificaram perda de diversidade em genes relacionados ao sistema imunológico, o que pode ter reduzido a capacidade dos mamutes de responder a novos desafios ambientais ou doenças. Ainda assim, esse fator genético, sozinho, não seria suficiente para levar a espécie à extinção.

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O que realmente extinguiu os mamutes?

Mesmo que seja possível apontar o que não aconteceu, a justificativa concreta da extinção ainda não é conhecida. A hipótese mais provável é que um evento externo e imprevisível tenha atingido a população da Ilha de Wrangel. Entre esses eventos, são citadas possíveis mudanças ambientais rápidas, surtos de doenças e/ou outros acontecimentos capazes de eliminar um grupo reduzido de animais em pouco tempo.

Segundo o IFLScience, essa interpretação também ajuda a explicar por que os mamutes sobreviveram por milhares de anos mesmo com baixa diversidade genética. Em vez de um processo lento e inevitável de deterioração, a espécie pode ter sido surpreendida por um evento isolado que acelerou seu desaparecimento.

Olhar Digital

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