Onimusha: Way of the Sword: minhas primeiras impressões jogando no Nintendo Switch 2

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Onimusha: Way of the Sword marca o retorno de uma das franquias de ação mais respeitadas da Capcom depois de duas décadas sem uma nova história principal na série. O jogo chega em 04 de setembro de 2026, e joguei uma boa quantidade de horas antes do lançamento oficial. Ainda não zerei, então isso aqui não é um veredito fechado — são minhas primeiras impressões sobre um jogo bonito, com um sistema de combate que é uma faca de dois gumes e uma pergunta que fica martelando: será que ele vale o preço cheio?

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Prós:

  • Sistema de combate desafiador, principalmente nos chefões, que recompensa quem acerta o timing certo
  • Animações contextuais caprichadas: a mesma defesa ou o mesmo ataque sorrateiro podem render golpes visualmente diferentes
  • Tutorial eficiente, que ensina bem apesar da quantidade de comandos
  • Visual belo e cutscenes de altíssima qualidade
  • Sistema de evolução de equipamentos simples, que incentiva explorar o cenário sem virar tarefa chata
  • Rodou de forma fluida, sem travamentos, mesmo na configuração máxima permitida
  • Opções de acessibilidade (cor, iluminação, modo mais sanguinário opcional) e jogo completo em português do Brasil, com dublagem e legendas

Contras:

  • Distinção rígida entre contra-ataque e defesa pode confundir quem não se adapta ao estilo do jogo
  • Excesso de cutscenes no começo, a cada 5 ou 10 minutos de jogatina
  • Motivação do protagonista é mais egoísta do que heroica, o que deixa a história longe de um “uau”
  • Preço cheio não parece compensar perto da duração e da rejogabilidade prometidas

Sobre Onimusha: Way of the Sword

Onimusha: Way of the Sword é desenvolvido e publicado pela própria Capcom. A proposta é ambiciosa: um mundo próximo do período Edo, mas reimaginado como uma fantasia sombria tomada por lendas de youkai e samurais, com cenários que alternam entre paisagens serenas e ambientes de horror sobrenatural. O jogo chega em 04 de setembro de 2026 e a história foi desenhada para ser independente da trama dos jogos anteriores e também da série anime “Onimusha” lançada pela Netflix — o que torna o título um bom ponto de entrada para quem nunca encostou na franquia.

A motivação nem tão heróica de Musashi

Diferente das entradas anteriores da série, que giravam em torno de personagens fictícios como Samanosuke e Jubei, Way of the Sword empresta a figura histórica de Miyamoto Musashi — samurai e espadachim, um dos mais lendários do Japão feudal — para protagonizar a história, ganhando pelo caminho uma manopla amaldiçoada que se alimenta de almas de demônios para funcionar.

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E aqui vai uma observação que eu acho importante: a história em si não é muito elaborada. Na prática, Musashi está salvando a cidade por um motivo bem egoísta: ele quer reviver e se livrar dessa manopla, não exatamente salvar o mundo por bondade. Se você for analisar a fundo tudo que ele faz e o cenário ao redor, o que ele está fazendo não é propriamente heroico, mas acaba fazendo um bem para o mundo como resultado. É uma motivação um pouco fraca, admito. Só que isso também acompanha uma tendência de vários jogos atuais, que não têm mais aquela construção clássica de heroísmo tão forte, então não chega a destoar do que a gente vem vendo por aí.

Dito isso, tem passagens que mostram bem o tom sombrio que a Capcom buscou: em um templo tomado por uma entidade demoníaca, pedidos feitos por humanos são realizados da forma mais retorcida possível: um casal que pede para ficar junto para sempre é transformado em um par de bonecas com as almas presas dentro, e um aldeão que reclama de dor no joelho tem a própria perna arrancada. Mesmo com uma motivação central mais fraca, esses momentos dão um gostinho de que a ambientação tem propósito.

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Combate: uma faca de dois gumes

O sistema de combate é o ponto que mais vai dividir opinião. Ele é comandado, especialmente nas lutas contra chefes: alguns golpes, e principalmente as defesas, precisam acontecer no momento exato pedido pelo jogo, ou você vai levar dano grande. Isso pode ser ótimo para quem gosta de um combate com essa estrutura mais rígida, porque o jogo te guia bem sobre o que fazer. Para outro perfil de jogador, pode incomodar, porque é um estilo bem específico.

Por exemplo: o jogo tem um movimento de contra-ataque, só que em determinados golpes de chefão, quando o comando pede especificamente para você se defender, não dá pra sair usando o contra-ataque no lugar, tem que ser a defesa mesmo, na hora certa.

O que também achei divertido é como as animações mudam de acordo com o contexto. A movimentação padrão de defesa do personagem obedece ao comando, mas o efeito visual do golpe pode sair diferente dependendo da situação. O mesmo vale para os ataques, principalmente os sorrateiros: em vez de mostrar um golpe genérico, às vezes vem uma animação inteira de agarrar o demônio e cortar o pescoço dele. São pequenos detalhes que dão um caprichado extra à experiência.

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Apesar da quantidade de comandos, o jogo ensina bem. O tutorial às vezes é um pouco intrusivo, mas cumpre o papel de fixar os movimentos e as combinações na cabeça. No fim das contas, não é nada complicado — joguei no Switch 2 e o aprendizado foi tranquilo.

Exploração e evolução de equipamentos

O sistema de evolução dos equipamentos também é simples e isso não é um problema, muito pelo contrário. Você encontra os itens necessários e faz o upgrade direto. Só que, para conseguir esses itens, é preciso explorar o cenário: eles aparecem em corpos, espalhados pelo mapa ou guardados em baús escondidos pela cidade. Isso te desvia um pouco do caminho principal às vezes, mas não é algo ruim ou cansativo. O jogo é gostoso de explorar e muito bonito de se ver, então esses desvios acabam valendo a pena.

Cutscenes: quantidade x qualidade

Sei que é um estilo bem comum nos jogos mais atuais, mas achei que Way of the Sword exagera um pouco na quantidade de cutscenes, pelo menos no início. Dá pra jogar uns 5 a 10 minutos e já vem uma cena. Depois do terceiro chefão, essa frequência diminui bastante. De qualquer forma, não dá pra reclamar da qualidade: o gráfico é incrível e as cenas são muito bem-feitas, então mesmo sendo bastante cutscene, elas seguram a atenção.

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Takazumi e Okuni
Takazumi e Okuni – Divulgação

Desempenho e acessibilidade

Rodou tudo muito bem fluido durante o tempo que joguei, sem nenhum travamento, mesmo com a configuração máxima permitida ativada. O jogo também traz opções de acessibilidade que valem menção: ajustes de cor, de iluminação e a possibilidade de desativar o modo mais gore e sanguinário, para quem preferir uma experiência mais leve visualmente. E é importante destacar: o jogo está totalmente legendado e dublado em português do Brasil, o que deve ajudar bastante gente a jogar sem barreira de idioma.

20 anos sem um Onimusha principal: relembre a franquia

Onimusha nasceu em 2001 no PlayStation 2 e já soma cerca de 9 milhões de cópias vendidas no mundo todo. Antes de Way of the Sword, a linha do tempo da série passou por:

  • 2001 — Onimusha: Warlords (PS2): o primeiro jogo, com Samanosuke enfrentando demônios no Japão do período Sengoku para resgatar a princesa Yuki.
  • 2002 — Genma Onimusha (Xbox): spin-off exclusivo de Xbox com a mesma base de combate sobrenatural.
  • 2002 — Onimusha 2: Samurai’s Destiny (PS2): Jubei Yagyu busca vingança contra Nobunaga usando poderes Oni herdados.
  • 2003 — Onimusha Tactics (PS2): spin-off de estratégia, fugindo da ação tradicional da série.
  • 2003 — Onimusha: Blade Warriors (PS2): spin-off de luta com personagens dos dois primeiros jogos.
  • 2004 — Onimusha 3: Demon Siege (PS2): Samanosuke retorna ao lado do agente francês Jacques Blanc, cruzando o Japão feudal e a Paris moderna.
  • 2005 — Shin Onimusha: Curtain of Darkness (celular): continuação da história em formato mobile.
  • 2006 — Onimusha: Dawn of Dreams (PS2): Soki, filho ilegítimo de Hideyoshi, enfrenta o Triunvirato Genma na maior campanha da franquia — a última história principal antes de Way of the Sword.
  • 2012 — Onimusha Soul (navegador): jogo via browser, depois portado para celular e PlayStation 3.
  • 2018/2019 — Onimusha: Warlords Remaster: remasterização em alta definição do primeiro jogo.
  • 2023 — Onimusha (Netflix): série de animação que reconta a história do primeiro jogo.
  • 2025 — Onimusha 2: Samurai’s Destiny Remaster: remasterização do segundo jogo.
  • 2025 — Onimusha VR: Shadow Team: primeira incursão da franquia em VR, estreando em arcades japonesas.

Ou seja: contando remasters e spin-offs, a franquia nunca desapareceu de vez, mas uma história principal e inédita só volta agora, 20 anos depois de Dawn of Dreams.

Onimusha: Way of the Sword vale a pena? Minhas impressões até aqui

Até onde joguei, não tenho muito o que reclamar. O sistema de dificuldade está bem calibrado, o jogo é lindo e, mesmo que a história não seja um “uau”, ela é interessante e tem propósito dentro do que se propõe a contar. Pode ser que a coisa mude lá pelo meio ou perto do final — ainda não consegui zerar para confirmar —, então quem sabe eu não volto aqui com uma visão mais completa depois.

O ponto em que eu realmente pesaria a decisão é o preço. Por mais que o jogo entretenha e o tempo passe voando quando você percebe que já está jogando há horas, ele acaba pedindo um valor alto perto da duração que promete — não tenho certeza do número exato, mas a proposta divulgada gira em torno de 80 horas de jogo. E não é um título que eu imagino você revisitando depois de zerar. É bonito, é gostoso de jogar, mas não tem aquela vida longa que faz querer voltar várias vezes. Por isso, minha recomendação sincera até aqui é: aproveite se topar o preço cheio pela experiência em si, mas não espere um jogo para voltar depois.

Ficha técnica

  • Jogo: Onimusha: Way of the Sword
  • Desenvolvedora e publicadora: Capcom
  • Gênero: Ação-aventura em terceira pessoa
  • Lançamento: 04 de setembro de 2026
  • Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X/S, PC e Nintendo Switch 2
  • Idiomas: legendado e dublado em português do Brasil
  • Duração média: divulgada em torno de 80 horas
  • Preço: a confirmar nas lojas brasileiras
  • Classificação indicativa: a verificar
Chibi Martins

Chibi Martins

Chibi Martins é comunicóloga de formação, geek de coração e trabalha com a área de entretenimento há mais de 15 anos.

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