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O Google vai mudar, a partir de 9 de outubro, quais modelos de inteligência artificial (IA) ficam disponíveis para usuários do Gemini. A alteração afetará tanto pessoas que utilizam o serviço gratuitamente quanto assinantes do plano Google AI Plus.
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Segundo informações divulgadas pelo 9to5Google com base em documento de suporte atualizado pelo Google, usuários sem assinatura de um plano de IA perderão o acesso aos modelos Gemini 3.6 Flash e Gemini 3.1 Pro. Eles ficarão limitados ao Gemini 3.5 Flash-Lite.
A mudança ocorre depois de o Google alterar, em maio, a forma de contabilizar o uso do Gemini com base na quantidade de recursos computacionais utilizados. Agora, a empresa também passará a diferenciar os modelos disponíveis de acordo com o plano contratado.
O que muda para cada plano
- Quem utiliza o Gemini sem um plano pago continuará tendo acesso ao Flash-Lite, mas perderá os modelos Flash e Pro;
- Para os assinantes do Google AI Plus, que pagam US$ 4,99 por mês (cerca de R$ 27), o Gemini continuará oferecendo Flash-Lite e Flash, mas o modelo Pro deixará de estar disponível;
- O 9to5Google afirma que esses usuários receberão um e-mail informando quando a alteração será aplicada;
- Já os assinantes dos planos AI Pro e AI Ultra não terão redução no acesso aos modelos. Ambos continuarão com Flash-Lite, Flash e Pro.
Confira, abaixo, uma tabela que clarifica o tema:
| Plano | Flash-Lite | Flash | Pro |
|---|---|---|---|
| Sem plano | ✓ | — | — |
| AI Plus | ✓ | ✓ | — |
| AI Pro | ✓ | ✓ | ✓ |
| AI Ultra | ✓ | ✓ | ✓ |
Leia mais:
AI Pro ganha recurso de raciocínio avançado
Enquanto usuários gratuitos e do AI Plus perderão acesso a modelos, o plano AI Pro receberá novo recurso.
Assinantes do plano de US$ 19,99 por mês (cerca de R$ 109) passarão a ter acesso ao Deep Think, opção descrita pelo Google como voltada ao “raciocínio paralelo máximo”.
Até agora, o recurso estava disponível apenas para assinantes do AI Ultra, cujos planos custam US$ 99,99 e US$ 199,99 por mês (cerca de R$ 544 e R$ 1.087).

Gemini terá novos níveis de raciocínio
Outra mudança prevista para outubro é a inclusão de três níveis de esforço para os modelos disponíveis no aplicativo: baixo, médio e alto.
A ideia é permitir que o usuário escolha quanto esforço o Gemini deve empregar para resolver uma tarefa. De acordo com a descrição citada pelo 9to5Google, níveis mais altos podem aumentar a capacidade do modelo de realizar tarefas e produzir respostas mais detalhadas, mas também consumirão mais do limite de uso.
Atualmente, o Gemini oferece a opção de “Extended thinking”, voltada à resolução de problemas complexos. Os novos níveis devem aproximar o funcionamento do aplicativo das opções já disponíveis no Google AI Studio e no Antigravity.
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E o Gemini 4 Argon?
Ainda não está definido onde o Gemini 4 Argon, novo modelo avançado do Google, ficará dentro dessa estrutura de planos.
O Google anunciou que o modelo será disponibilizado inicialmente para assinantes do AI Ultra, mas ainda não informou se o Argon será classificado como um modelo Pro ou se fará parte de uma nova categoria acima desse nível.
O próprio Google também mantém páginas de suporte que descrevem limites de uso e disponibilidade de modelos como sujeitos a mudanças, dependendo de fatores, como capacidade do sistema e experimentos.
Na prática, a partir de 9 de outubro, a principal mudança para quem usa o Gemini sem pagar será a perda de acesso aos modelos Flash e Pro, enquanto assinantes do AI Plus também deixarão de contar com o Pro. Os planos superiores, por outro lado, manterão o acesso aos três modelos e ganharão novos recursos de raciocínio.
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.













