Colíder começou a estruturar uma proposta que pode mudar a forma como o município trata seus resíduos sólidos. A Prefeitura iniciou estudos de viabilidade técnica e planejamento para avaliar a implantação de uma usina de tratamento, com foco no reaproveitamento de materiais, na redução dos resíduos destinados a aterros e na adoção de tecnologias de menor impacto ambiental.
A iniciativa, conduzida pela gestão do prefeito Rodrigo Benassi, ainda está na fase de estudos.
O município formalizou a contratação do Sebrae Mato Grosso para desenvolver o planejamento e avaliar aspectos fundamentais para uma eventual implantação, incluindo a localização da unidade, as tecnologias disponíveis, o modelo operacional e as condições necessárias para viabilizar o empreendimento.
A diferença é importante: antes de definir a construção de uma usina, a administração precisa identificar qual solução atende melhor à realidade local, quanto custará sua implantação e operação e quais benefícios ambientais e econômicos poderão ser efetivamente alcançados.
De referências internacionais ao planejamento local
A busca por alternativas começou a ganhar força após uma viagem institucional de Benassi ao Japão, no ano passado, quando o prefeito conheceu tecnologias e experiências relacionadas ao tratamento de resíduos.
Desde então, a gestão municipal vem procurando referências que possam ser adaptadas às características de Colíder. Após conhecer experiências em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, o prefeito está no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, acompanhado pelo Sebrae-MT, para visitar empreendimentos e conhecer diferentes modelos de tratamento, reaproveitamento e destinação de resíduos sólidos.
A estratégia é ampliar o conhecimento sobre as soluções existentes antes de definir o modelo que poderá ser adotado no município. Essa etapa é decisiva porque tecnologias utilizadas em outras regiões não podem ser simplesmente reproduzidas: sua viabilidade depende do volume e da composição dos resíduos, da infraestrutura disponível, dos custos operacionais e da capacidade de financiamento.
O desafio, portanto, não é apenas encontrar uma tecnologia moderna, mas identificar uma solução que funcione de maneira sustentável nas condições locais.
O que precisa ser definido antes da implantação
Os estudos contratados com o Sebrae-MT deverão fornecer elementos para orientar a decisão da Prefeitura. Entre os pontos previstos estão a escolha da localização mais adequada, a metodologia de operação, as tecnologias a serem utilizadas e a elaboração do projeto necessário à futura implantação.
Essas definições ajudam a determinar a dimensão do investimento e a estrutura necessária para manter a unidade em funcionamento.
Uma avaliação consistente também precisa considerar a quantidade de resíduos gerados pela população, a separação dos materiais, a logística de coleta e transporte, o aproveitamento dos recicláveis e a destinação dos rejeitos que não puderem ser recuperados.
Outro aspecto é a sustentabilidade financeira. Uma unidade de tratamento não depende apenas dos recursos necessários para sua construção. Equipamentos, energia, manutenção, mão de obra, transporte e destinação final também compõem os custos permanentes da operação.
A viabilidade do empreendimento dependerá da compatibilidade entre esses fatores, das alternativas tecnológicas selecionadas e da capacidade do município de manter o sistema ao longo do tempo.













