O Futuro em Campo, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), levou o agronegócio para dentro da Escola Estadual Osmair Pinheiro da Silva, em Nova Maringá. Nesta terça-feira (27.10), cerca de 190 crianças do 6º e 7º anos do período matutino e vespertino participaram de gincanas e conheceram o caminho dos grãos, da lavoura até a mesa.
Para o delegado coordenador do núcleo de Nova Maringá, Lázaro José Pletsch, o projeto ajuda a mostrar às crianças a presença do campo no cotidiano.
“Hoje vemos a alegria das crianças em participar e percebemos que elas estão muito interessadas, porque muitas vezes não têm a compreensão de onde vem o alimento que chega à mesa de casa. As crianças são o futuro do nosso Brasil e da nossa agricultura. Implementando esse projeto agora, estamos construindo um futuro melhor para nós e para toda a comunidade”, afirma.
Durante a ação, os estudantes também aprenderam sobre sustentabilidade e preservação ambiental e conheceram a importância do setor para a economia de Mato Grosso.
Para a diretora da escola, Maria de Fátima Rieger, a iniciativa chega em um momento estratégico. “A partir do ano que vem, nossa escola vai começar a ter uma turma de técnico em agricultura. Então já é um incentivo para as crianças conhecerem o agro agora e se interessarem depois pelo curso. Muitas são crianças da cidade, que não têm contato com o lugar onde os alimentos são produzidos”, explica.
A professora de História e Geografia, Samila de Oliveira Ramos já trabalhou a agricultura em sala de aula e acredita que a aproximação da Aprosoja MT com as escolas é fundamental para a formação dos jovens. “Essa ação está sendo de extrema importância, porque a escola e a Aprosoja MT têm que ter esse vínculo, que vai fortalecer o aprendizado em sala. A associação está trazendo uma abordagem diferenciada, mostrando a sua visão sobre responsabilidade ambiental e uso correto do solo. Muitos alunos vêm de fazenda e já têm esse acompanhamento mais intenso, e acredito que eles vão levar uma nova forma de pensar e de olhar para o campo e para o agro”, avalia.
Mais do que apresentar a produção agrícola, o Futuro em Campo procura despertar nos jovens a curiosidade pelas profissões e oportunidades que o setor oferece, aproximando a realidade do campo da vida na cidade. Foi o que aconteceu com Luiza Camargo, de 11 anos, que já sabe o que quer ser no futuro. “Eu aprendi que muitas pessoas precisam do agro para viver. Muitas das comidas que a gente come têm soja e milho, e se a agronomia acabasse, as pessoas que trabalham com isso ficariam sem emprego e muitas famílias seriam prejudicadas. Eu quero ser agrônoma porque acho muito legal”, conta.
Ela também se divertiu na hora do plantio de mudas no pátio da escola. “Botei a mão na massa e fiquei com a mão toda vermelha de barro. A gente plantou, colocou a terra, regou e agora é só esperar crescer na nossa escola nova”, diz.
Filhas de profissionais que atuam na venda de máquinas agrícolas, Marcela Eduarda França e Valentina Allievi, ambas de 11 anos, consideraram o dia especial porque os colegas puderam conhecer um pouco da realidade do agro que elas já vivenciam em casa. Mesmo familiarizadas com o setor, as duas se surpreenderam com a quantidade de produtos do dia a dia que levam soja e milho na composição.
“A gente aprendeu coisas que nem sabia, como o óleo e o detergente, que têm milho e soja. Desde pequena eu fui ensinada que tudo o que tem na cidade vem do agro”, conta Valentina.
Com o Futuro em Campo, a Aprosoja MT busca valorizar o trabalho dos produtores rurais de Mato Grosso e mostrar às novas gerações o esforço e a dedicação de quem está no campo todos os dias.












