Santos e Palmeiras ficaram no zero no Clássico da Saudade na Vila Belmiro. O Peixe foi superior na maior parte do confronto, mas a defesa do Palestra se resguardou bem. Enquanto o lado alvinegro se concentrou em ser ofensivo no fim, os paulistanos buscaram os contragolpes. Melhor às estratégias defensivas. 0 a 0.
Com 70 pontos ganhos, o Palmeiras é ultrapassado pelo Flamengo nos critérios de desempate, com um jogo a menos. Por outro lado, o Santos é o oitavo com 47.
Santos cresce ao decorrer
Mesmo na Vila Belmiro, contra um adversário que vem em boa sequência no Brasileirão, o Palmeiras deixou claro o seu intuito cedo: vencer o jogo. Tanto que, antes dos dez minutos, Marlon já havia chutado com perigo para fora e Giay tinha perdido uma grande chance depois de jogada construída por Arias. Essa postura, porém, não durou muito.
O Santos tentou responder com presença ofensiva e pressão, mas ainda sim observava os visitantes rodarem a bola na entrada e aguardava os momentos para contragolpear. A estratégia não dava tão certo, com apenas uma chegada, a de Rodinei pela direita aos 21 minutos, concluída com finalização forte por cima.
Quando descia ao ataque, o Palestra encontrava uma defesa bem postada e sofria para encontrar brechas. Era um mar branco afrente da área, dificultrando as tentativas ofensivas. Do outro lado, Bontempo e Coutinho tentavam trazer um diferencial na articulação do Alvinegro Praiano, o que passou a dar certo mediante às dificuldades palmeirenses.
As principais chances dos donos de casa na primeira etapa vieram ambas com Gabigol. Na primeira, aos 36, o atacante pegou forte demais no cruzamento rasteiro de Bontempo e mandou por cima. Na segunda, três minutos depois, a chicotada da entrada levou perigo, mas “só” passou perto da trave.
Os comandados de Cuca foram melhores na reta final da primeira etapa, aproveitando as descidas em velocidade de Cebolinha e alguns erros palestrinos na saída ao ataque, impondo transições rápidas em sequência. Em uma delas, com 41 jogados, o ponta lançou Gabigol, que saiu cara a cara com Carlos Miguel e parou na boa defesa do goleiro.
Reta final de emoções
O Palmeiras estava travado na segunda etapa, tendo mais mérito defensivo e sem conseguir ocupar o campo de ataque. Melhor ao Peixe, que tinha a posse e trabalhava em busca de brechas na defesa rival, com superioridade nos 45 minutos finais e ficando mais perto do gol.
Com o passar do tempo, o Alvinegro Praiano se aproximava da área rival, sempre buscando Bontempo, Coutinho e Cebolinha para invadir a área. Ainda sim, era difícil entrar na área rival em chances claras de conclusão, a fim de tirar o zero do placar. A estratégia era bater de fora, com Rollheiser, Cebolinha e Barreal.
A emoção começou a chegar tarde na VIla. Rollheiser fez boa jogada e cruzou rasteiro, mas Arthur cortou. O lateral ainda salvou no chute de Bontempo, no rebote. Em resposta, o Palestra buscou o alto para assustar, mas Gómez parou em grande defesa de Diógenes e Flaco testou rente ao poste, para fora.
Quão mais perto do apito final, mais emocionante ficava o confronto. Com 39 jogados, Bontempo bateu falta direto, Carlos Miguel espalmou e cortou na sobra. E, pelo outro lado, Vitor Roque escapou entre os zagueiros e exigiu defesa espetacular de Diógenes aos 43 minutos. Já nos acréscimos, Larson recebeu cruzamrento de Arthur totalmente livre na área, cara a cara com o gol, mas mandou para fora.












