A AFA aprovou uma nova reformulação no Campeonato Argentino a partir de 2027. A principal mudança será o fim da divisão dos 30 participantes em grupos, com a adoção de um sistema de pontos corridos. Nos últimos anos, a competição mudou de formato ou aprovou novas alterações de forma recorrente.
Apesar da nova modificação, os torneios Apertura e Clausura e as fases eliminatórias serão mantidos, garantindo diferentes possibilidades de título ao longo da temporada.
Pelo novo regulamento, os 30 clubes disputarão uma tabela única, na qual cada equipe enfrentará os outros 29 participantes. Além desses confrontos, haverá uma rodada extra reservada aos principais clássicos do país, garantindo dois encontros entre os tradicionais rivais durante o campeonato. Ao todo, serão 30 rodadas, encerrando o período de duas temporadas em que os times foram separados em grupos.
A competição continuará dividida em duas partes. No primeiro semestre, após a disputa das 15 rodadas iniciais, os 16 melhores colocados avançarão às oitavas de final do Apertura. A partir daí, o torneio seguirá em formato eliminatório, com confrontos de mata-mata até a definição do campeão.
Na sequência, terá início o Clausura, correspondente à segunda metade do calendário, entre a 16ª e a 30ª rodada. A classificação será reiniciada, sem o aproveitamento dos pontos conquistados no Apertura. Ao término dessa fase, os 16 melhores novamente garantirão vaga nas oitavas de final, dando início a outro mata-mata para definir o segundo campeão da temporada.
Além dos vencedores do Apertura e do Clausura, o Campeonato Argentino terá um terceiro título em disputa. A equipe que terminar na primeira colocação da tabela geral, considerando a pontuação acumulada nas 30 rodadas, será reconhecida como campeã da Liga.
Discordâncias e oito taças na temporada
A proposta aprovada, entretanto, não teve apoio de todos os clubes. O River Plate foi o único a votar oficialmente contra o novo modelo, enquanto o Estudiantes também manifestou oposição, embora não tenha participado da votação.
Os dois defendiam uma redução gradual do número de participantes da primeira divisão, até que o campeonato chegasse a 20 equipes. O projeto previa quatro rebaixamentos e duas promoções por temporada durante o período de transição.
O número de clubes na elite, porém, permanecerá em 30, assim como o sistema de rebaixamento, que prevê duas quedas por ano. Uma vaga será destinada ao último colocado da classificação geral, enquanto a outra ficará com a equipe de pior desempenho na média de pontos das três temporadas anteriores. Os critérios de classificação para a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana também não sofrerão alterações, seguindo a tabela anual.
Com a manutenção dos torneios e das demais competições nacionais, o futebol argentino continuará oferecendo oito títulos ao longo do calendário. Além das três conquistas possíveis no Campeonato Argentino (Apertura, Clausura e Liga), haverá a Copa da Argentina e outras quatro taças disputadas em confrontos diretos: Troféu de Campeões, Supercopa Argentina, Supercopa Internacional e a Recopa de Campeões, nova competição que reunirá os vencedores dos três torneios anteriores.












