SpaceX recompensará Musk por colônia humana em Marte, mas…

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O CEO da SpaceX, Elon Musk, recebe da empresa aproximadamente US$ 54 mil (cerca de R$ 270 mil) por ano. É como se fosse um salário, só que anual, em vez de mensal. Mas ele pode ganhar mais. Isso se: 1) a companhia construir data centers na órbita da Terra; 2) montar colônias em Marte; e 3) passar a valer ainda mais no mercado.

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No entanto, não basta simplesmente colocar coisas em órbita e no Planeta Vermelho. Existem condições para o aumento da remuneração de Musk sair do papel. Em relação aos data centers, por exemplo, eles precisam fornecer 100 terawatts de poder computacional por ano. Já sobre o Planeta Vermelho, a condição é: a colônia precisa ter ao menos um milhão de habitantes.

Para quem não sabe: o ganho real de Musk não vem do contracheque, mas sim de um novo pacote de remuneração baseado em ações e metas de longo prazo, revelado recentemente nos documentos de preparação para abertura de capital (IPO) da SpaceX.

Vale mencionar também: Musk já é o principal acionista da SpaceX. Por isso, ele não precisa de um contracheque mensal. O executivo enriquece conforme o valor de mercado da própria empresa cresce.

O conselho da empresa aeroespacial aprovou um plano que concede a Musk o direito a mais de 200 milhões de ações restritas (com superdireito a voto), divididas em tranches (palavra de origem francesa que significa “fatia” ou “parcela”), caso ele atinja três objetivos. 

Ilustração digital de dois foguetes da SpaceX pousados em Marte
Colônia da SpaceX em Marte precisa ter um milhão de habitantes para Musk aumentar sua remuneração na empresa – Imagem: SpaceX

Dois objetivos você já sabe: data centers no espaço e colônias em Marte. O terceiro é elevar a avaliação de mercado da SpaceX para US$ 7,5 trilhões (R$ 38 trilhões). 

Atualmente, a empresa está avaliada entre US$ 1,75 trilhão e US$ 2 trilhões (R$ 8,76 trilhões e R$ 10 trilhões, respectivamente) – o que adicionou dezenas de bilhões de dólares ao patrimônio de Musk, diga-se.

Ações restritas são aquelas que o executivo não recebe imediatamente. Elas ficam “presas” até que certas condições sejam cumpridas. Se o executivo sair antes ou não bater as metas, ele perde o direito a essas ações.

O superdireito a voto é um mecanismo que dá mais poder político a determinadas ações. Numa estrutura comum, uma ação equivale a um voto nas assembleias da empresa. Com o superdireito, uma ação especial pode valer dez, 20 ou até mais votos. Isso permite que fundadores e controladores mantenham o comando absoluto das decisões da companhia, mesmo que tenham menos de 50% do capital financeiro.

(Essa matéria usou informações da Bloomberg.)

Pedro Spadoni

Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

Olhar Digital

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